Meio Ambiente

Entre flores e bichos, borboletas encantam visitantes no Zoológico de Brasília

Quase 20 espécies podem ser admiradas no Borboletário da Fundação Jardim Zoológico de Brasília, que abriga até 500 borboletas

O borboletário da Fundação Zoológico de Brasília foi criado em 21 de outubro de 2005 para manejo e reprodução de borboletas. A estrutura tem um formato ovalado, ornado com uma tela metálica, com um sombrite que ajuda na manutenção da temperatura, da luminosidade e da umidade, além de impedir a fuga dos insetos e protegê-los de predadores. O borboletário abriga por volta de 500 borboletas de 17 espécies e abre de quarta-feira à domingo, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 16h30.  As visitas são acompanhadas por um monitor, que atende para tirar dúvidas e falar sobre curiosidades dos insetos.

A goiana Lúcia Alves trabalha há 20 anos no Zoológico de Brasília. Ela explica que a maior população de borboletas no local é da espécie Caligo  beltrao (conhecida como olho de coruja) e que elas sobrevivem até no máximo 90 dias. As borboletas coloridas, por outro lado, sobrevivem somente 30 dias.

“Os ovos são colocados na folha de lírio. Após segunda, quarta e sexta fazemos a coleta e colocamos na casa de criação que é como se fosse um laboratório. Quando nasce nós vamos cuidando, trocando as plantas até elas virarem um casulo. Passada uma semana mais ou menos, elas nascem e trazemos elas para o borboletário,” explica Lúcia.

Instrutora Lúcia Alves com borboleta em borboletário

Instrutora Lúcia Alves com borboleta em borboletário no Zoológico de Brasília

Apesar de não ser uma tradição encontrada na maior parte dos zoológicos brasileiros, a manutenção de animais invertebrados sob cuidados humanos, além de ser uma excelente ferramenta para mediação de processos de aprendizado de conceitos científicos, pode ser utilizada para práticas de educação ambiental. Ou ainda mais, nas estratégias para garantir a conservação de espécies que atualmente se encontram em alguma das categorias da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas.

Eduardo Torres Campbell, turista colombiano, conta que lhe agradou o clima e o ambiente para as borboletas, porém acredita que falta um cuidado maior. “As pessoas ficam muito próximas das borboletas e pude notar que haviam muitas na grama, caídas, com as asas quebradas”, diz Eduardo.

Por essa razão e outras que a instrutora orienta a não tocá-las, mas muitos não seguem a regra, prejudicando as asas das borboletas.

Vista do lado de fora do borboletário de Brasília

Vista do lado de fora do borboletário que reproduz 3 tipos de microclimas

Toda parte paisagística do interior do borboletário foi idealizada com intuito de reproduzir as características naturais que as espécies encontram em seus ambientes específicos, e que garantem o seu ciclo de desenvolvimento. São reproduzidos 3 tipos de microclimas: um de mata fechada, outro de área brejosa e um terceiro de área seca. As espécies vegetais de cada uma dessas áreas estão associadas aos ciclos reprodutivos e alimentares das espécies mantidas neste espaço.

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