Comportamento

Mudança de hábitos leva a uma alimentação saudável e segura

O preparo do próprio alimento vem ganhando espaço entre aqueles que optam por alimentação saudável

Algumas pessoas, mesmo com a correria do dia a dia, preferem fazer o próprio alimento. Muito mais do que economia, há uma preocupação com o modo de preparo e a higienização. Olhando por um outro lado, a falta de tempo e de opções fazem com que alguns comam em qualquer lugar.

É o caso do Gilson Fernandes que é autônomo, muitas vezes não tem tempo para fazer a própria comida e não se preocupa como é feita a comida nos estabelecimentos que frequenta: “eu como em qualquer lugar. A comida estando pronta no horário, eu nem me importo de como é feita”, disse.

Segundo a nutricionista Suzana Furtado cada estabelecimento tem que seguir os padrões e saber armazenar os alimentos. “A segurança alimentar resgata a questão das boas práticas, principalmente, controle de validade, controle de temperatura, qualidade dos alimentos, como esse alimento é fornecido, descongelado ou reaquecido. No DF, nós temos uma Instrução Normativa nº 16, de 23 de maio de 2017 da vigilância sanitária que adequa todos os estabelecimentos que produzem alimentos. Esta Norma tem como objetivo estabelecer os requisitos técnicos de Boas Práticas e de Procedimentos Operacionais Padronizados para os Estabelecimentos Comerciais de Alimentos e para os Serviços de Alimentação, a fim de garantir as condições higiênico sanitárias dos alimentos. Então, todas as empresas e instituições que trabalhem com alimento precisam se adequar”, explica Suzana.

Famoso espetinho de rua

Famoso espetinho de rua: preparo e armazenamento inadequados podem gerar intoxicação alimentar

A especialista reforça ainda que há um tempo para armazenamento do alimento e das famosas marmitas. “Vamos supor que foi feito na casa da ‘tia Maria’. Ela ficou 50 minutos manipulando. Então, o ideal para o consumidor é sempre saber e conhecer como são os processos e como é esse fornecedor. Geralmente na caixinha de isopor ela consegue controlar a temperatura por, no máximo, até meia hora. Então, teria que ser um transporte rápido”.

O alimento, por mais de quatro horas, segundo Suzana Furtado, não consegue conservar em temperatura ambiente. E que a maioria das ocorrências de intoxicação alimentar são por alimentos que se compra na padaria, no supermercado, dos vendedores de lanche na rua que não se sabe a procedência do alimento.

O jornalista Ricardo Viula se preocupa com a alimentação e prefere preparar seu próprio alimento. “De modo geral, eu prefiro comer aquilo que eu preparo em casa, café da manhã, lanche. Eu costumo, é habitual e faz parte da minha rotina. Quando vou trabalhar, estudar, levo algo preparado de casa. No caso do almoço, eu como em restaurante. Evito marmitas prontas, churrasquinhos e estabelecimentos a céu aberto. Prefiro fazer em casa também para ter o controle de sal e óleo, açúcar no preparo dos alimentos e a opção de alimentos mais leves”, disse.

É fácil andar pelas ruas e encontrar barraquinhas, caixas de isopor e vendas de alimentos diversos a céu aberto. E em muitos estabelecimentos assim não há onde o comerciante lavar as mãos, entre outras práticas de higiene que são necessárias para a comercialização dos alimentos.

O estudante Michael Nunes adotou a medida de comer alimentos preparados pela sua mãe tanto pela economia quanto por saber a forma de preparo. “Durante um tempo eu trabalhei vendendo marmita, então eu sei como funciona. Eu não como qualquer coisa na rua. Além de ganhar pouco, eu passo o valor do vale alimentação para minha mãe. Sem falar que não tem coisa melhor que comida de mãe”, relata Michael.

Michael Nunes em horário de almoço

Michael Nunes, em horário de almoço: estudante adotou hábito de trazer refeição feita em casa

Mas para aqueles que não têm muita opção durante a correria da rotina fica o alerta para a alimentação na rua: o consumidor deve ficar atento à higiene do local, do entregador do alimento, se há uma separação na recepção do dinheiro, que são os sinais das boas práticas.

Notice: Tema sem comments.php está obsoleto desde a versão 3.0 sem nenhuma alternativa disponível. Inclua um modelo comments.php em seu tema. in /var/www/publicacao/jornalismo/site-root/wp-includes/functions.php on line 2957

Deixe uma resposta

Turismo e Lazer
capa Nova edição da revista Redemoinho discute temas polêmicos
Economia
1 Surdos conquistam espaço no mercado de trabalho
Esporte
_CSC0014 Crianças sofrem discriminação de gênero dentro de esportes

Mais lidas