Saúde

Apesar dos avanços, cárie ainda é motivo de preocupação

Doenças não contagiosa mais comuns do mundo até hoje atinge aproximadamente dois bilhões de pessoas

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Perdendo apenas para o resfriado, a cárie é a segunda doença mais comum no mundo, sendo a primeira doença não contagiosa mais comum. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 60% a 90% das crianças entre 4 e 11 anos têm cáries e quase 100% dos adultos também sofrem da doença. Outro dado relevante levantado em 2016, pelo pesquisador e professor Wagner Marcenes, na Universidade de Queen Mary, em Londres, é que mais de dois bilhões de pessoas no mundo possuem cárie.

Apesar dos avanços tecnológicos registrados na área odontológica — em 2017 pesquisadores britânicos e um brasileiro desenvolveram uma técnica que pode ocasionar o fim da obturação e do incômodo com o motorzinho — a preocupação com a doença não diminuiu.

Por não depender de apenas  um fator — hospedeiro, bactérias ou da dieta –, a cárie é uma doença multifatorial. Assim, é precisa haver um desequilibro entre esses três fatores para ocasionar a cárie, de acordo com o dentista Rafael Sales, formado há dois anos pela Universidade de Brasília. Hoje, ele atua no SUS (Sistema Único de Saúde), onde atende.

Alberto Carvalho Filho, de 18 anos, e Nicole Rebouças, de 24, nunca tiveram cárie. Os dois entendem a importância de um acompanhamento pelo dentista, entretanto não têm a prática de ir com frequência ao consultório dentário. Viviane Ferreira de Abreu, de 43 anos, fazia tratamento semestral, mas por motivos financeiros não pôde continuar. “A rede pública não oferece tratamento. Agora mesmo, devido ao problema de oclusão bilateral, estou com dois dentes quebrados. Morro de medo, porque é um tratamento doloroso, sinto muita dor no maxilar”, comenta Viviane.

No meio odontológico, os dentistas dizem que afirmar a existência de pessoas mais propensas a ter cárie é algo bastante instigante. Afinal, eles encontram, sim, pessoas com um perfil mais propenso a ter essa doença. Apesar de ainda ser um fato difícil de ser explicado, já pode ser provado. Por exemplo, de acordo com Rafael Sales, quando dois irmãos com o mesmo cuidado bucal realizado pelos pai, um tem cárie e outro não.

A odontopediatra Ana Luiza de Souza Hilgert trabalha no Centro Odontológico da Polícia Militar de Brasília e atende crianças entre 0 e 12 anos, além de adolescentes. Ela diz que por a cárie ser uma doença comportamental não existe um perfil de idade que seja mais propenso ou não a ter e, sim, um perfil de pessoas que têm certos hábitos e comportamentos que levam ao desenvolvimento e à progressão da cárie dentária.

Para a profissional, a preocupação das pessoas com a escovação depende de alguns fatores, dentre eles o nível de escolaridade e o acesso aos serviços de saúde. “As pessoas que têm mais acesso a isso e recebem mais orientações normalmente são aquelas que têm uma maior preocupação com a escovação e por isso acabam tendo uma saúde bucal mais favorável”, diz a dentista Ana Luiza.

“Generalizando, as pessoas têm se preocupado mais. Mas quando alguém vem ao dentista, geralmente, é porque o problema já está instalado. A pessoa está sentindo dor, então não houve o cuidado necessário até o momento. Na minha opinião a preocupação não é pelo fator de proporcionar saúde para o corpo, mas sim pela estética, para ter os dentes bonitos”, diz Rafael Sales.

Orientação sobre o tratamento e a prevenção da cárie

-  O principal tratamento é a mudança de hábito.

- O profissional de saúde e o paciente devem atuar em conjunto, procurando identificar quais são os principais agentes que estão atuando no desenvolvimento da cárie.

- Controlar a frequência e os tipos de alimentos cariogênicos que estão participando do processo de cárie.

-  Focar em uma higiene bucal de qualidade e frequente.

- Controlar a ingestão de alimentos ricos em açúcar.

- Escovação após as principais refeições, com uso de gel dental fluoretado adequado para cada idade (crianças que ainda não sabem cuspir recomenda-se colocar gel dental com a quantidade equivalente a um grão de arroz cru. Para as crianças que já cospem, a quantidade é equivalente a um grão de ervilha e para adultos a quantia é preferencial).

 

 

Cirurgião dentista Rafael Sales

Cirurgião dentista Rafael Sales

 

 

 

Odontopediatra Ana Luiza de Souza Hilgert

Odontopediatra Ana Luiza de Souza Hilgert, na Clínica Odontológica da Polícia Militar

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