Cultura

Quituart oferece diversidade cultural e programações para a comunidade

Complexo de gastronomia e artesanato existe há 28 anos no Lago Norte e já faz parte da cultura brasiliense

A antiga crença de que “Brasília não tem nada para fazer” está, cada vez mais, caindo por terra. A isso se deve não só às novas programações que têm chegado à capital, como shows e festivais, mas também a locais que há anos fazem parte da cultura brasiliense. Um exemplo disso é a Cooperativa dos Artesãos Moradores do Lago Norte, ou, como é conhecida, Quituart – complexo gastronômico e artesanal, localizado entre as QI 9 e 10 do canteiro central do Lago Norte.

O local começou como uma reunião de barraquinhas dos moradores, que se juntavam na praça central para vender produtos que iam de quitutes a artesanato. Criou-se a cooperativa e, 28 anos depois, a Quituart cresceu e se modernizou. Hoje é considerada um patrimônio da cidade e oferece ao público, de quinta-feira a domingo, diversas opções de comidas regionais e internacionais, além de programações musicais e culturais.

De acordo com o presidente da cooperativa, Daniel Rampani, a diversidade cultural é um dos diferenciais que mais chamam atenção na Quituart, já que muitas pessoas de fora encontram suas culinárias típicas por lá. “As opções atendem todo mundo. Temos comida mineira, paulista, nortista, nordestina, alemã, italiana, árabe, mexicana, entre muitas outras. Qualquer coisa que você quiser comer, aqui você encontra”, garante.

O complexo oferece os mais diversos tipos de gastronomia regional e internacional

O complexo oferece os mais diversos tipos de gastronomia regional e internacional

Além da gastronomia

Ao público também são oferecidas programações que variam de rodas de choro, shows musicais, cinema e aulas de dança, todas gratuitas e exclusivamente com artistas locais. Segundo Rampani, as atividades são planejadas para agregar a comunidade. “No cinema, por exemplo, procuramos trazer o diretor para, depois da exibição, explicar o filme e tirar as dúvidas do pessoal. É importante essa interação”, explica. Também já estão nos planos outros projetos, como uma feirinha orgânica e o primeiro piquenique urbano do Lago Norte.

Mais que levar entretenimento, a intenção é promover a socialização entre os moradores e visitantes. “Aqui é um lugar aberto, gratuito, e é esta a ideia. No piquenique, a intenção é os estabelecimentos estarem abertos, mas não vai ter obrigatoriedade de consumo”, exemplifica. O espaço também costuma ser cedido para reuniões de quadras ou de empresas sem custos. “O espaço não está aqui para ser nosso, ele é de todos”, completa o presidente.

O público da Quituart é majoritariamente de famílias, e as programações e eventos são pensados justamente para eles. “É um pessoal que vem mais pelo prazer de chegar, sentar, bater um papo e curtir uma boa comida”, explica Daniel, que aponta que o movimento de famílias novas no complexo é constante. “Existe uma renovação de moradores. Entra governo e sai governo, tem gente nova em Brasília. É bacana observar isso”, conta.

O local conta com programações culturais gratuitas de quinta a domingo

O local conta com programações culturais gratuitas de quinta a domingo

De pai para filho

A herança de costumes também é um dos motivos de renovação do público. Larissa Duarte, 24, por exemplo, frequentava a Quituart com os pais quando criança. “Minha família tinha a tradição de comemorar aniversário comendo o leitão a pururuca da barraca Araratuba, e eu sempre adorei ir para lá”, lembra. Hoje, a brasiliense tem o local como referência de programação.

Para a jornalista, o complexo é, além de tudo, um reflexo da capital federal. “É um lugar que une muita cultura, do Brasil e do mundo, e isso é a essência de Brasília, que nasceu com a vinda de várias pessoas de vários lugares”, explica. Larissa ainda aponta que os brasilienses deveriam valorizar mais este tipo de lugar. “É uma praça gastronômica na rua. É ótimo para sair do shopping de sempre e ter uma opção com muito mais qualidade”, finaliza.

Cultura local

Com a consciência de que a Quituart é um local conceituado na cidade, Daniel não vê os novos eventos que surgem como uma concorrência. Na verdade, acredita que uma coisa deve complementar a outra. “Eles são muito importantes, trazem coisas e tendências novas. Mas as pessoas não podem ficar dependentes disso para se divertir, porque eles acabam. Brasília tem muita coisa para se fazer sim, locais que fazem parte da história e estão sempre disponíveis”, defende.

 

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