Cultura

Cenário de música alternativa cresce em Brasília

Espaço ainda é pequeno se comparado com os gêneros mais populares, mas a união das bandas fortalece o cenário

Ainda conhecida como “capital do rock” por muitos, hoje, Brasília é cenário para vários gêneros musicais de música autoral. Entre esses gêneros, temos a música alternativa. Essa música tem um público menor que gêneros mais populares do Brasil, como o sertanejo ou o funk, mas encontra seu espaço na capital do país.

Do indie rock ao shoegaze, bandas surgem com novas propostas e apresentam maneiras colaborativas de fazer música e eventos que fortalecem a comunidade. Apesar de ocuparem menos espaço, os músicos da cena garantem que Brasília tem muita variedade. “A gente está num cenário muito rico musicalmente falando. Tem muita banda autoral independente muito fera, de uma qualidade excelente”, conta Adriano Pasqua, baixista da banda Ellefante, de Brasília.

Adriano Pasqua é baixista da banda Ellefante, uma das referências da música alternativa em Brasília.

Adriano Pasqua é baixista da banda Ellefante, uma das referências da música alternativa em Brasília

 

A banda Ellefante é um trio brasiliense composto pelo vocalista e guitarrista Fernando Vaz, pelo baixista Adriano Pasqua e pelo baterista João Dito que faz parte desse cenário. Em sua página no Facebook, a banda diz que sua música autoral é “um mix de música brasileira, pop blues e outras influências do rock alternativo que vão do folk aos ritmos africanos”.

O estudante Fred Feitoza, 21, é um dos ouvintes da música alternativa em Brasília. Para ele, o cenário tem crescido, mas os shows ainda não são acessíveis. “Às vezes os eventos são meios caros. Um show, a meia é 40 reais. É meio elitizado”, conta.

O espaço para música autoral ainda é menor em relação ao espaço aberto para as bandas covers, mas a saída das bandas independentes é criar eventos da própria cena. “A gente se associa aos poucos espaços que estão abertos à música autoral, como a Cervejaria Criolina, o O’Rilley que abre espaço para música autoral nas quartas-feiras, mas são poucos espaços. Quando não tem espaço, a gente mesmo cria eventos para fomentar o alternativo. Tem várias bandas que fazem o próprio evento para tentar suprir isso”, conta Adriano.

Cervejaria Criolina é um dos lugares que abre as portas para a música alternativa. Na foto, a banda Oxy se apresenta no espaço.

Cervejaria Criolina é um dos lugares que abre as portas para a música alternativa. Na foto, a banda Oxy se apresenta no espaço

 

Um dos obstáculos para o crescimento da música alternativa ainda é a questão financeira. “O exercício do hobby e profissão é caro. Muitas bandas não podem desfrutar de oportunidades de tocar em eventos bons e com estrutura boa”, conta Deivison Alves, que foi baixista da banda Supervibe por três anos. O músico conta ainda que existem outros espaços que levam a música alternativa para fora do Plano Piloto. “Tem alguns locais legais para você trazer bandas boas. Alguns shows interessantes são realizados no Guará, Águas Claras, Gama”, conta.

O cenário ficou ainda mais forte com o Festival CoMA – Convenção de Música e Arte – em Brasília, que foi lançado em 2017. O festival une conferências, palestras e shows, com o intuito de fomentar o mercado da música. Em 2019, o festival acontece nos dias 2, 3 e 4 de agosto no complexo da Funarte, Planetário e Clube de Choro.

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