Cultura

Música celta ganha espaço na capital do rock

Bandas brasilienses buscam visibilidade com estilo musical diferente

Capital Inicial, Legião Urbana e Paralamas do Sucesso são bandas de rock nacional conhecidas por todo o país, e elas dividem muitas semelhanças, entre elas o lugar de nascimento: Brasília. Porém bandas com outras visões tentam ganhar visibilidade com um estilo musical muito peculiar: a música celta, folk, medieval e irlandesa.

Tudo isso junto forma a banda brasiliense Triskelion que diz não ter um estilo definido: “Tocamos várias coisas, a gente toca irish punk, medieval, música tradicional irlandesa e, volta e meia, bluegrass”, conta Lucas SOBRENOME, o percussionista da banda. O grupo nasceu dentro da banda Yew Tree, que contava com 7 membros, e devido a uma pausa por tempo  indeterminado, 4 membros decidiram continuar tocando com o nome Triskelion, que é um símbolo grego que significa movimento e o ciclo da vida.

Chico Gomes toca violão, Lucas Ribeiro, bateria, carron e podran, Videl Carvalho, bandolin e flauta, e por fim, Bruno, que toca cello. Os quatro cantam e Lucas diz rindo que é porque ninguém canta bem de verdade e que todos juntos “dá pra disfarçar”.

Segundo Lucas, o estilo tem público, mas o que falta em Brasília são lugares para tocar. “Aqui em Brasília tem um irish pub, mas que não toca irish, toca Oasis, Coldplay e U2. Temos realmente essa pegada que remete a cultura irlandesa de fato, mas a gente nunca foi chamado pra tocar lá.” Os instrumentos usados pela banda, segundo Chico, são difíceis de encontrar na capital. “O Videl toca a flauta doce, a tin whistle e a low whistle (outros estilos de flauta) e foram todas importadas. Achei uma única vez um banjo aqui em Brasília, mas ele custava 4.000 reais.”

Enquanto Triskelion tem como referência o celta com características do rock, uma outra banda foca no estilo mais antigo e tradicional. O Grupo Celta Medieval Sol da Meia Noite toca músicas celtas da região da Irlanda, Escócia e Reino Unido e músicas medievais do século 18. O grupo tem 10 anos e surgiu em Porto Alegre até que eles foram convidados para tocar na festa de independência da Embaixada da Ucrânia, em Brasília. Desde então a banda não saiu da cidade pelos pedidos de shows em diversos bares e festivais, como a Expotchê, onde o grupo toca todos os anos desde 2015.

Grupo Celta Medieval toca durante evento temático da série Game of Thrones, no bar brasiliense Galpão 17

Grupo Celta Medieval toca durante evento temático da série Game of Thrones, no bar brasiliense Galpão 17

A banda é formada por Clarice Cabral que toca cello, acordeon e flauta twistle, Amilcar Alencastro toca craviola, alaude e gaita de fole, Nicole Nigel toca as flautas, Francisco Brandão se apresenta no piano e Keu Aragão, na percussão. A banda diz se inspirar na cantora Lorena McKennit, o maior nome na música celta, atualmente. “Chegamos a encontrá-la pessoalmente em 2013. Entendemos ainda mais a importância de divulgar a cultura celta e Medieval”, diz Amilcar.

O estilo celta para os integrantes não faz parte somente da música, mas da vida. “Somos admiradores e defensores da natureza como os celtas foram no seu tempo, temos integrantes participantes de ONGs ambientalistas e de proteção aos animais.” Os estilos medieval e celta podem ser facilmente confundidos, mas Amilcar explica: “Os celtas consideravam a natureza sagrada e viviam segundo o ritmo das estações. A música e a dança para eles andavam juntas”, diz Almicar. “A medieval surge na poesia trovadoresca, canções de gesta, escárnio, de amor, amizade que marcaram o pensamento medieval”, finaliza o integrante.

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