Política

Whatsapp, rede social mais usado no Brasil, se torna um espaço para grupos e fake news

Pessoas que não podem ser vistam usam rede social para difundir notícias falsas dentro dos grupos

Fake news é o termo utilizado para a disseminação de notícias falsas, são trabalhadas por alguém ou grupo, com o intuito de propagar uma ideologia ou difamar alguém. O termo ganhou popularidade e destaque dentro das discussões sobre a comunicação devido, principalmente, à divulgação de informações falsas nas redes sociais, em especial o Whatsapp, e a utilização das fake news como instrumento político.

Com o fim das eleições de 2018, o processo de viralização de boatos continuará atrapalhando a democracia brasileira, avalia Amaro Grassi, cientista político e especialista em comportamento nas redes sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “O Brasil é o segundo país mais propenso do mundo a acreditar em uma informação falsa”. Segundo ele, 62% dos brasileiros afirmam já ter acreditado em uma notícia falsa recebida pelo Whatsapp.

A emoção é um fator que envolve as pessoas e faz com que estas repliquem o conteúdo sem pensar duas vezes.

A emoção é um fator que envolve as pessoas e faz com que estas repliquem o conteúdo sem pensar duas vezes

Marcos Tenório, 47 anos, engenheiro em sistemas de informação, é funcionário do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e avalia que a maioria das pessoas cai em notícias falsas. “Nas últimas eleições, redes sociais como Whatsapp vitimaram 89,77% dos brasileiros com falsas notícias, falta ao nosso povo um pensamento crítico e uma alfabetização jornalística”. Marcos critica ainda a cultura do unilateralismo, que ouve e vê só um dos lados. Cita a Finlândia que desde cedo educa seus alunos, criando nestes o gosto pela leitura e o desenvolvimento do pensamento crítico, o que faz desta nação a mais imune do mundo às fake news.

Moradora de Brasília desde 1994, Veralice Sanches, 51 anos, odontóloga, faz uso constante do Whatsapp. “Minha família está toda em Teresina no Piauí, mantemos relações pelo grupo, nele sai de tudo, notícias boas e falsas, previdência, corte na educação, Neymar, Sérgio Moro, eu filtro tudo mais certos parentes são tapados”.  Veralice conta ainda que procura sempre outras fontes para confirmar a veracidade da informação, para não correr riscos, evita fazer comentários sobre algo levando em consideração só uma fonte.

O parecer da rede social

Estudos sobre desinformação no WhatsApp ainda são raros por causa da natureza privada do aplicativo, declara Alexandre de Carvalho, assessor de comunicação do Whatsapp no Brasil.“As mensagens enviadas são criptografadas de ponta a ponta, o que quer dizer que não podem ser lidas por terceiros”. Para Alexandre, o Whatsapp se diferencia das outras redes sociais; o aplicativo não tem algoritmos que influenciam o que os usuários veem primeiro.

A ordem de leitura das mensagens é cronológica; é o próprio usuário que define o que quer discutir e o que chama mais sua atenção, o que lhe dá papel fundamental na propagação das fake news. “O conteúdo daquela fake news está de acordo com o que a pessoa acredita e faz com que ela passe para frente aquele conteúdo”. O assessor informa ainda que a plataforma é muito rotativa, são cerca de 29 milhões de mensagens por minuto só no Brasil. Dessas, 5 milhões são imagens e 1.2 milhões são vídeos.

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