Cidadania

Grupo usa paixão pelo futebol para ajudar as pessoas

Iniciativa surgiu há quatro anos e conta atualmente com 12 integrantes. “Jogando pelo Reino” arrecada fundos para investir em instituições carentes

Um grupo de amigos tem usado da paixão pelo esporte para ajudar pessoas necessitadas. Atualmente com 12 integrantes, a equipe comandada por José Araújo e Gabriel Fernandes arrecada dinheiro de jogos de futebol – as famosas “peladas” – para colaborar com instituições carentes.

A ideia surgiu por acaso. Amigos de longa data, José e Gabriel sempre gostaram de jogar futebol, além de um desejo pessoal em ajudar o próximo. Assim, após uma conversa despretensiosa em um ônibus, decidiram, há pouco menos de quatro anos, tocar o projeto batizado de “Jogando pelo Reino”.

“Sempre tive essa vontade de ajudar as pessoas, mas não sabia como”, conta José Araújo, que explica como se deu a realização deste desejo. De acordo com o organizador, o projeto, a princípio, não teve “aquele sucesso”, mas agora o “trem está indo para frente, está crescendo”.

Campeonato solidário

O dinheiro arrecadado durante as partidas de futebol é voltado única e diretamente para as instituições de caridade, desde lar de idosos até orfanatos, sem fazer distinção de nem mesmo idade, como explica José Araújo. Além desta etapa, muitas pessoas realizam doações para colaborar com a ação.

As partidas de futebol acontecem mensalmente, de preferência aos domingos. Os jogos são realizados no Arena FC, um campo de futebol society situado no Céu Azul, bairro da cidade satélite de Valparaíso de Goiás (GO). “O futebol solidário é feito uma vez por mês, porque dá tempo da gente se programar, fazer reunião e decidir o que fazer com o dinheiro e o alimento recolhido”, explica José Araújo.

Neste domingo, o “Jogando pelo Reino” organizou um minicampeonato para arrecadar alimentos que serão usados em uma missão na área central do Nordeste. Ao todo, participaram dez times com dez jogadores cada. A inscrição era doar uma cesta básica de alimentos não perecíveis mais R$ 50.

Independentemente do resultado final – o time vencedor ganhou um troféu e medalhas para os jogadores -, o objetivo foi concluído, explica o fundador, pois a diversão e a colaboração das equipes foram estabelecidas durante o evento.

Transparência e redes sociais

Para quem deseja conhecer mais, a comunidade publica as informações no Instagram e no Facebook, além de compartilhar as ações solidárias que realizam. Outro ponto que destaca o fundador, é a transparência dos investimentos. Ao menos uma vez por semana, o grupo posta o orçamento da ação, onde tem sido gasto esse dinheiro e quem tem doado.

“Tudo o que se recolhe, que as pessoas ajudam, a gente divulga na nossa página”, explica José Araújo. “Tem que ser transparente até mesmo para a pessoa se empolgar, pois o pessoal é bem honesto, e é raro você ver isso”, completa.

No entanto, apesar das inúmeras ações que o Jogando pelo Reino já realizou, os fundadores ainda estão longe de completar o sonho principal. “Estou satisfeito, mas não realizado. Tem muita coisa para andar”, conta José Araújo, ao comentar que pretende montar uma escolinha de futebol ou de informática para as crianças.

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