Saúde

Empoderamento feminino destaca a mulher como maior protagonista na saúde íntima

Médicos e especialistas orientam o público feminino sobre como obter uma boa saúde íntima e livre de DSTs

Tags:
#diadamulher #feminismo #Mulheresnasaude #saudedamulher

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dia, 1 milhão de pessoas contraem doenças sexualmente transmissíveis tratáveis. Entre homens e mulheres, as doenças podem atingir desde os mais jovens aos idosos. Basta praticar o ato sexual sem o uso de preservativos que as chances do risco de contágio podem aumentar.

Entre as idades de 15 e 25 anos, a possibilidade de adquirir uma DST é ainda maior, considerando o público jovem de maior risco, por realizarem o ato sexual sem preservativos. A fase marca um período de transição para a vida adulta qaundo os adolescentes passam por mudanças em seus corpos, descobrindo em si a sexualidade, os desejos e o prazer. Com isso, vem a responsabilidade de manter uma relação segura e a prevenção adequada para evitar não somente uma gravidez indesejada como também as DSTs e as ISTs.

“O principal cuidado que a mulher deve ter é o uso do preservativo, que pode ser ele masculino ou feminino em todas as relações sexuais” – alerta Mônica Miranda, médica especialista em Ginecologia e Obstetrícia.

A médica também pontua sobre a importância das mulheres realizarem exames periódicos antes mesmo de iniciar a vida sexual ativa. “Um conselho para mulheres que estão em início vida sexual é a realização de exames e consultas periódicas. Em casos de boa comunicação com o parceiro, o ideal seria que o mesmo também realizasse exames e consultas antes do início da vida sexual da mulher” – explica a ginecologista.

As DSTs (Doenças sexualmente transmissíveis), também chamadas de ISTs, são essencialmente doenças contraídas através do contato sexual. Entre as mais conhecidas, cabem citar a gonorreia, sífilis, herpes genital, candidíase, o HPV e a AIDs. Os sintomas se manifestam entre homens e mulheres de formas diferentes e não aparecem de imediato, por isso a importância dos exames periódicos.

A médica ginecologista Mônica Miranda detalha as principais dúvidas das mulheres a respeito das DSTs e ISTs || (Foto: Alexia Americo)

A médica ginecologista Mônica Miranda detalha as principais dúvidas das mulheres a respeito das DSTs e ISTs || (Foto: Alexia Oliveira)

 

Protagonismo feminino

No dia 8 de março de 2020 é comemorado Dia Internacional da Mulher. A data é um marco importante para todas as mulheres no Brasil e afora. O resultado de um árduo trabalho e esforço em conjunto de muitas mulheres que anos atrás decidiram se unir despertou a sede pela busca de conquistar os seus direitos e construir diariamente uma história de superação e vitória em relação aos mais variados assuntos, entre eles, indispensável citar: uma vida íntima com direito a escolha, com saúde e segurança.

“No cenário atual, a mulher passou a ter mais autonomia e liberdade sexual. Tem reconhecido os seus direitos, que incluem a escolha do parceiro sexual, o uso de métodos contraceptivos e de prevenção de DSTs. Sabe-se ainda que existe um longo caminho a ser percorrido até que todas as mulheres possam exercer plenamente seu direito de prevenção como exigir uso do preservativo, por exemplo” – ressalta a ginecologista Mônica Miranda.

Em um estudo realizado pelo Ministério da Saúde em 2009, calculou-se dados que comprovam que 24,3% dos homens e 22,5% das mulheres procuraram por serviços em Unidades Básicas de Saúde pelo SUS e foram orientados corretamente a realizar exames que detectam a sífilis ou o HIV.

Alexandra Leão é enfermeira, atua na Unidade Básica de Saúde em Valparaíso de Goiás e aconselha sobre a importância de procurar um posto de saúde próximo onde homens e mulheres possam realizar exames periódicos: “É de extrema importância que a mulher procure os postos de saúde mais próximos de sua localidade, para que possa marcar uma consulta, com os exames e orientações adequadas e realizar um acompanhamento. É recomendável que as mulheres façam exames entre 6 meses e anualmente” – Explica Alexandra.

Descobri que estou com DSTs, há tratamento ou cura?

Há cura e tratamento, relevam os especialistas e médicos sobre a prevenção das DSTs e ISTs || (Foto: Alexia Americo)

Há cura e tratamento, relevam os especialistas e médicos sobre a prevenção das DSTs e ISTs || (Foto: Alexia Oliveira)

“Sim, há cura e tratamento, que pode ser realizado com uso de medicamentos, pomadas, vacinas e antibióticos, dependendo muito do tipo de DST que for contraída. Por isso a importância do exame para descobrir e realizar a prevenção adequada” – conclui a enfermeira.  Vale lembrar que quanto mais rápido for o diagnóstico do tipo de DST, as chances de tratar e prevenir com segurança aumentam.

O médico oncologista Drauzio Varella destaca a importância de não interromper o tratamento médico em relação às doenças sexualmente transmissíveis e aconselha: “É importante que você tenha uma orientação médica, porque sozinho você não consegue chegar a um tratamento. Você precisa encontrar um médico que esteja preparado, para te dar uma orientação e que você confie em seguir a orientação dele” – ele cita.

Matheus Mourão, especialista em cardiologia e plantonista no Hospital Sírio Libanês, completa: “A prevenção e o diagnóstico são importantes para que possamos evitar que as doenças, sejam elas quais forem, se acumulem e possamos ter uma disponibilidade de medicamentos maior para o tratamento”.

Vale lembrar que para conseguir assistência e realizar exames preventivos, basta procurar uma Unidade Básica de Saúde, próxima a sua residência, para que eles possam marcar uma consulta e realizar um acompanhamento médico adequado.

 

Verdade ou mentira: Waldênio Souza, clínico geral esclarece mitos e verdades sobre DSTs 

Pensando nisso, muitas mulheres têm tido dúvidas sobre as DSTs e ISTs e o clínico geral Waldênio Souza esclarece alguns mitos e verdades sobre o assunto:

  • Roupas íntimas ou toalhas compartilhadas transmitem DSTs

MITO. Não, roupas íntimas e toalhas podem transmitir micoses, por exemplo. Mas não é o caso de DSTs.

  • As mulheres só adquirem uma DST se houver ejaculação e penetração

VERDADE. O ato da penetração em si na relação sexual desprotegida é o meio de transmissão da maioria das DSTs. Mas, não há uma necessidade de ejaculação para transmiti-la.

  • É possível adquirir DSTs ao fazer uma tatuagem, piercing ou até mesmo na manicure

VERDADE. Muitas doenças podem ser transmitidas através de equipamentos contaminados como máquinas de tatuagem, alicates de unhas e punção para aposição de piercings. Principalmente, doenças virais e micóticas.

  • ISTS sempre apresentam sintomas de imediato

MITO. Toda e qualquer doença infecciosa apresenta um período de incubação, tempo no qual os micro-organismos adquiridos necessitam para se reproduzir no organismo da pessoa infectada e começarem a apresentar os sintomas.

  • Urinar depois das relações sexuais ajuda a reduzir o risco de contrair doenças

MITO. Urinar ou até mesmo tomar banho depois de relações sexuais não é garantia de proteção contra DSTs, em vista de que muitas estão relacionadas com trauma das mucosas (vaginal e/ou anal) e as secreções concentradas de micro-organismos causadores da DSTs.

  • As ISTs ou DSTs podem causar morte ou infertilidade:

VERDADE. O vírus HIV pode ser transmitido através da relação sexual desprotegida e que pode destruir o sistema de defesa imunológico da pessoa infectada podendo levá-la à morte. As DSTs de repetições com infecções como a gonorreia e sífilis podem levar à infertilidade ou abortos de repetições.

Notice: Tema sem comments.php está obsoleto desde a versão 3.0 sem nenhuma alternativa disponível. Inclua um modelo comments.php em seu tema. in /var/www/publicacao/jornalismo/site-root/wp-includes/functions.php on line 2957

Deixe uma resposta

Educação
Alunos recebem atenção extra nas Salas de Recursos Escolas públicas do DF contam com mais de 15 mil alunos especiais matriculados
Cidadania
mostafa-meraji-YdekMO3_SbE-unsplash Solidariedade em tempos de pandemia
Economia
Snapseed (14) Distrito Federal tem consumo per capita de 14,1 kg de pescado por ano

Mais lidas