Ciência e Tecnologia

PPPs: Cresce número de acessos em banda larga fixa por provedores regionais no DF

Eles fomentam mercado, crescem e promovem competição entre portes; já são mais de 9,9 milhões de acessos das prestadoras em todo país

Os provedores regionais representam grandes agentes no serviço de banda larga fixa. O desafio destes é justamente fornecer infraestrutura e o acesso em internet. Em dezembro de 2019, a Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, registrou 91.706 novos acessos em banda larga fixa, o que representa um acréscimo de 23,3% no crescimento anual no DF.

Nem sempre foi assim. Antes os provedores regionais que tinham entre 50 mil e 1,5 milhões de clientes, recebiam toda carga regulatória equivalente à carga de uma prestadora de grande porte. PPPs – Provedores de Pequeno Porte são todos aqueles que possuem abaixo de um 1,5 milhões de usuários conectados, 5% do market share.

Já são 9,9 milhões de provedores regionais fornecendo banda larga fixa em todo o Brasil, ao passo que as grandes operadoras fornecem apenas 41%, 4,2 milhões do acesso em fibra óptica.

O acesso à internet é um marco para vida de todos os usuários, seja para entreter ou até para a realização de pagamentos via aplicativo bancário. A democratização do acesso desse serviço muda quando uma prestadora de grande porte prefere atender demandas regionais favoráveis ao seu modelo de negócio, desconsidera ambientes adversos, e por fim,  não investe na infraestrutura.

Flávio Vicente, fundador da prestadora de telecomunicações Supernet, conta que a empresa nasceu com o propósito de levar acesso à banda larga fixa em boas condições de acesso e qualidade ao usuário final. “De uma forma geral, a telecom regional acaba praticando tudo aquilo que as grandes não fazem – atendimento humanizado estando ao lado do cliente. A gente tenta fazer tudo diferente que o consumidor, na sua totalidade, reclama das grandes prestadoras”, disse Vicente.

Tecnologicamente, os provedores regionais utilizam os mesmos recursos das grandes prestadoras. A diferença está na gestão do negócio,  a quantidade de equipamentos utilizados, capital e pessoas envolvidas. Vicente compartilha também que é um usuário de um PPP e não utiliza a sua própria rede em casa. Para ele, a vantagem é justamente estar perto de quem fornece o serviço.

O grande marco do provedor regional ascendeu quando escolheram fornecer aos seus clientes um novo tipo de tecnologia. Em sua visão, Vicente acredita que os provedores estão optando pela fibra óptica pelos motivos de atender muitas pessoas, entregar um serviço acessível no preço e com qualidade.

TESTES VISUAIS

Mais rápida, a fibra óptica mudou totalmente o cenário de competição do mercado. Apesar das novas facilidades, o setor enfrenta questões de desigualdade entre portes. Helton Posseti, gerente de relações institucionais da Abrint(Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações), conta sobre a importância da associação e os desafios no pleito perante os entes públicos.

O papel da Abrint é fazer a defesa do interesse no segmento de provedores de internet, representar o segmento perante o governo e outros órgãos. Além disso, por congregar provedores de todo Brasil, também serve como fórum de discussão e interação entre as empresas para encontrar melhores soluções para questões técnicas e regulatórias.

Devido ao grande investimento em fibra óptica, o prestador precisa alugar postes e por conseguinte pagar para as distribuidoras regionais. Dentre as principais discussões estão os postes. Para Posseti é uma questão complexa, uma vez que as diferentes condições isonômicas podem causar distorções na competição do mercado visto que mesmo com os preços de referência, nem sempre foram acatadas pelas distribuidoras.

Helton Posseti, gerente de relações institucionais da ABRINT (Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações)

Outra questão é o financiamento bancário. “O que acontece é que os bancos não aceitam a rede de fibra como garantia; sempre pedem garantia real: imóveis, carros, terrenos. Chega uma hora que o empresário não tem mais bens para colocar em garantia”, disse o gerente.

Há também questões tributárias, como o SVA (Serviço de Valor Adicionado). A conexão à internet não é um serviço de telecomunicações, é um SVA. “Isso tem uma implicação tributária. Sobre o serviço de telecomunicações incide o ICMS em média em todos os Estados em torno de 27%. Apesar da súmula do STJ, vários Estados ainda multam provedores por causa dessa divisão”, salientou Posseti.

O prestador de grande ou pequeno porte que utiliza outro tipo de tecnologia que não seja fibra óptica pode significar retrocesso empresarial. Em vista desse crescimento da tecnologia em todo país e também no Distrito Federal, o operador regional enfrenta inúmeros desafios, tais como tributos, competitividade, gastos pessoais. Essas pequenas ações fizeram a presença do provedor regional evidente ao levar o acesso à internet; em especial nos lugares remotos.

Notice: Tema sem comments.php está obsoleto desde a versão 3.0 sem nenhuma alternativa disponível. Inclua um modelo comments.php em seu tema. in /var/www/publicacao/jornalismo/site-root/wp-includes/functions.php on line 2957

Deixe uma resposta

Educação
Alunos recebem atenção extra nas Salas de Recursos Escolas públicas do DF contam com mais de 15 mil alunos especiais matriculados
Cidadania
mostafa-meraji-YdekMO3_SbE-unsplash Solidariedade em tempos de pandemia
Economia
Snapseed (14) Distrito Federal tem consumo per capita de 14,1 kg de pescado por ano

Mais lidas