Saúde

Saúde em domicílio

Com o decreto do GDF que determinou o fechamento das academias, brasilienses tentam continuar com rotina de exercícios físicos

Diante da pandemia do novo coronavírus, as pessoas que têm o costume de sempre se exercitar nas academias do Distrito Federal ficaram sem ter para onde ir. No dia 15 de março, o Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), decidiu ampliar os efeitos do Decreto nº 40.520, e determinou o fechamento das academias do DF.

A solução é se movimentar do jeito que dá, mesmo com as limitações do isolamento social, apoiado pelos governos estaduais e pelo Ministério da Saúde. Muitos brasilienses estão recorrendo à personal trainers online, objetos de casa para fazer de peso, aulas de yoga, de dança ou artes marciais.

“Exercícios físicos são responsáveis pelo chamado ‘quarteto fantástico’: endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina. Depois de um bom treino o bom humor vem, a vida fica mais alegre e leve. Além desses, existem dezenas de outros benefícios, mas em um momento de restrição social, manter o bom humor já resolve quase tudo”, afirma Ana Carolina Marques, personal trainer e empresária de 36 anos.

Ela conta que entrou em pânico quando soube do decreto assinado pelo GDF. “Depois disso foi que caiu a ficha da seriedade da Covid-19. Logo em seguida, me reinventei e criei treinos online personalizados para cada aluno que eu tenho.”

Para a personal a maior dificuldade que o isolamento social, usado para o combate à transmissão do coronavírus, pode trazer para os hábitos de saúde do brasiliense é a preguiça. “Dentro de casa e com a devida orientação de um profissional de Educação Física você faz, sim, bons treinos”, explica a especialista. Porém ela afirma que sem esse acompanhamento, a necessidade de outros equipamentos é maior.

Uma das vantagens de se estar em casa, para Ana Carolina é poder realizar os exercícios a qualquer hora. Porém ela alerta que é preciso evitar exercícios genéricos, pois nem sempre podem ser recomendados. “Recomendo procurar um profissional de Educação Física para elaborar um treino personalizado e direcionado a você durante esse período.”

Clarissa organiza a rotina para conseguir se exercitar em casa

Clarissa organiza a rotina para conseguir se exercitar em casa

Planejamento é tudo

Natália Cerqueira Dias, de 24 anos é Bacharel em Educação Física e conta que costuma ter um planejamento do que fazer durante o dia. “Me ajuda a ser produtiva, então na medida do possível estou seguindo, apesar do isolamento.” Ela estipula horários para estudar, fazer exercícios e aproveitar para descansar e assistir filmes e séries.

Ela afirma que neste atual período, sente muita falta de fazer suas atividades normais, uma delas, treinar na academia. “Sinto falta da sensação de liberdade de poder sair sem se preocupar com esse problema.” Para não parar, ela se organizou para realizar atividades físicas que se encaixam no “regime domiciliar”. “Tenho um aparelho elíptico que é uma das opções, e além dele eu faço exercícios com o próprio peso do corpo, pulo corda e danço. “

Natália também incentiva os amigos à não se renderem ao sedentarismo. Ela acredita que existem muitos benefícios da prática de exercícios e, para ela, é fundamental que, na medida do possível, todos realizem alguma atividade para se manterem ativos. “É preciso uma mudança de pensamento, estar disposto a tentar sair desse estado de sedentarismo, mesmo com dificuldades e limitações que existam, individuais ou mesmo de espaço”, explica ela.

“Creio que o mais difícil seja dar o primeiro passo para uma mudança. Começar não é fácil,  mas quando são sentidos os benefícios para a saúde, como por exemplo, uma melhora na disposição, ânimo, uma motivação maior começa a acontecer”, argumenta Natália. Para ela, o importante é começar, mesmo que devagar. “Não podemos desistir, os benefícios são para a vida inteira e não apenas para a ‘quarentena’.”

A estudante de engenharia ambiental, Clarissa Adamatti, de 20 anos, conta que ainda está em processo de adaptação com a nova realidade. “Não estou acostumada a ficar tanto tempo em casa, mas estou tentando tornar esse tempo o mais produtivo possível.” Para ficar com os exercícios em dia, ela separou uma hora e meia para as atividades físicas e mais meia hora para meditação.

Uma estratégia definida por ela, e que a ajuda a não desanimar, é a de trocar os cômodos da casa em que os exercícios são feitos. “Na sala é mais Fit Dance e mais aeróbico, na sacada eu faço mais funcional. As vezes eu desço para o hall do prédio e pulo corda, também uso os pesos da academia para alguns exercícios”, conta a estudante, que diz estar fazendo mais atividades como essa dentro de casa do que fazia na academia.

“Eu não só incentivo meus amigos nessa questão, como tenho muito incentivo por parte deles”, conta Clarissa. Ela possui amigos e colegas que postam desafios, metas e dicas nas redes sociais para quem quer ter um estilo de vida mais saudável durante o período de isolamento.

“Quando eles mandam essas coisas pra mim, eu mando de volta, eles compartilham e todo mundo vê. Isso me motiva muito e eu percebo que acabo motivando outras pessoas.” Para ela isso é essencial nesse momento, inclusive ela incentiva que mais pessoas criem grupos de apoio nas redes sociais com amigos, para que todos se ajudem na busca de um estilo de vida mais saudável.

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