Economia

Distrito Federal tem consumo per capita de 14,1 kg de pescado por ano

Mercado vem aumentando aos poucos no DF, embora a produção não acompanhe o mesmo crescimento

O comércio na Quaresma, período do ano litúrgico que antecede a Páscoa Cristã, é a época em que as pessoas buscam com maior frequência o consumo de pescados. É nessa época que os comerciantes da região do Distrito Federal aguardam pela alta nas vendas. Segundo informações do O Mercado do Pescado em Brasília, a capital brasileira em grande parte é formada por nordestinos, tendo assim um hábito no consumo de peixes. Segundo Adalmyr Borges, Coordenador do Programa de Piscicultura da Empresa Emater – DF, o mercado de peixes teve um crescimento no Distrito Federal nos últimos anos.

O Brasil está na lista do 4° maior produtor de tilápia no mundo

O Brasil está na lista do 4° maior produtor de tilápia no mundo

De acordo com as informações do O Mercado do Pescado em Brasília, o bacalhau tem uma maior procura na Semana Santa. Nos mercados, a procura dos consumidores por pescados industrializados ainda é maior, sendo eles congelados e embalados. Apesar do aumento pela procura de congelados os dados mostram que apenas 4% dos supermercados dispõem de peixaria, o percentual da comercialização é de 45% do pescado inteiro, sendo 41% peixe e 4% crustáceos, 35% de postas (pedaço de peixe em que é cortado no sentido transversal à espinha), e 20% de filé.

Segundo Adalmyr Borges, Coordenador do Programa de Piscicultura da Empresa Emater – DF, o mercado de peixes tem aumentado no Distrito Federal nos últimos anos. Dados de 2010 levantados por ele para O Mercado do Pescado em Brasília mostram que o consumo per capito de peixe por habitante no DF é de 14,1 kg por ano. Dados mais recentes feitos no ano de 2019 pela Emater – DF para o Informativo da Produção Animal (IPANIMAL) mostram que o número de criadores por atividade pecuária no Distrito Federal na piscicultura é de 624. Borges acrescenta dizendo que o consumo tem aumentado. Por outro lado, o mercado de produção local nem tanto, pois passou recentemente por um problema de crise hídrica juntamente com crise econômica, conseguindo se restabelecer. E completa dizendo que não sabe ainda o impacto dessa nova crise que o Brasil está entrando, referente a Covid-19.

Mercado de peixes tem aumentado no Distrito Federal nos últimos anos, dados do O Mercado do Pescado em Brasília

O mercado de peixes tem aumentado no Distrito Federal nos últimos anos

 

Expectativas do comércio

Dados da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR) apontam que no ano de 2019 a prática da piscicultura teve um aumento de 4,9% comparado ao ano de 2018, alcançando um número de 758 mil toneladas. O Brasil está na lista do 4° maior produtor de tilápia no mundo. Já dentro do Brasil estão entre os estados que produzem tilápia Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Pernambuco.

Segundo Adalmyr Borges, nos mercados do Distrito Federal, os pescados que possuem mais saída são, a tilápia seja ela peixe inteiro ou em filé, os peixes redondos que são o tambaqui e pintado ambos com seus híbridos. Já entre os importados tem o filé do pangassius, do Vietnã, o salmão, vindo do Chile e o bacalhau.

Distrito Federal tem um consumo de mais de 40 mil toneladas de pescados

Distrito Federal tem um consumo de mais de 40 mil toneladas de pescados

Leonardo Guimarães, 38 anos, produtor de tilápia da região de Sobradinho dos Melos, área rural próxima do Paranoá, conta que para ele, em período de Semana Sant,a a venda aumenta em cerca de 30% a mais do que no resto do ano. Relembra que no ano de 2019 as vendas não foram tão boas devido à crise econômica. Segundo ele, no ano passado, vendeu cerca de 5 mil kg durante a Semana Santa, e acrescenta dizendo que a dificuldade no mercado de pescados do Distrito Federal é a pouca produção local, tendo que comprar de outros estados para produzir no DF. O produtor conta que compra alevinos na cidade de Luziânia – Goiás. E acrescenta: “O incentivo de piscicultura no DF é pouco, não existe muita produção local”.

Para esse ano de 2020 a expectativa, tanto nos mercados como para os produtores, é que tenha um aumento na comercialização desses pescados na Semana Santa, assim como uma recuperação de preços. De acordo com Borges o Distrito Federal tem um consumo de mais de 40 mil toneladas de pescados. Conta que: “Se colocarmos um preço médio de peixes mais baratos e mais caros, mas coloca um preço médio de 10 reais, isso considerando o preço de venda ao consumidor final, você tem preços mais caros. Por exemplo bacalhau e salmão, os filés são mais caros, mas colocando um preço médio de 10 reais, você tem ai pelo menos 400 milhões de reais na economia do DF anualmente”, explica.

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