Turismo e Lazer

Turismo: o setor mais atingido pela Covid-19

As agências de viagens sofrem com solicitações de cancelamento dos clientes e buscam soluções para não fechar as portas

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O setor de turismo no mundo todo foi o mais afetado pela pandemia do novo coronavírus. Dados do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) apontam que o setor perde diariamente um milhão de empregos no mundo devido aos efeitos da pandemia do novo coronavírus. O Conselho também estima que o tempo médio de recuperação após a pandemia seja de 19 meses.

As companhias aéreas brasileiras tiveram que reduzir em 92% os voos domésticos e de 100% do mercado internacional. Algumas companhias, como a regional Flybe, do Reino Unido, teve que entrar com um pedido de falência por causa da queda da demanda em razão da disseminação da covid-19. Vários hotéis tiveram que fechar suas portas resultando em demissões, enquanto outros tiveram que dar férias antecipadas aos seus colaboradores. Pontos turísticos no mundo todo tiveram suas visitas suspensas por tempo indeterminado, obrigando os que trabalham como guias de turismo a procurarem outros setores agora.

As agências de viagens ficaram com uma das partes mais difíceis, a de explicar para os clientes que seus voos e hospedagens estavam cancelados e de que os pontos turísticos estavam impossibilitados de receber visitas. Também precisaram lidar com clientes que ainda não compreendiam a gravidade da situação e com aqueles que já estavam em viagens e precisavam de socorro para retornar para casa. Diante disso tudo, também precisaram lidar com os problemas dentro da própria agência, como a recolocação do trabalho com a solicitação da quarentena e a diminuição do quadro de funcionários.

É o caso da agência ABC Travel, de Gaspar Costa, de 56 anos, localizada em Lisboa/PT, que logo no começo percebeu que era uma situação muito grave e preocupante e teve que agir rápido, colocando os funcionários para realizarem o trabalho em home office. Em 1° de abril, encerraram as atividades temporariamente sem perspectivas de reabertura pelos próximos 2 meses. Segundo Gaspar, mesmo quando tudo tiver voltado ao “normal” está prevista uma quebra enorme para o setor já que as pessoas ainda estão receosas em viajar e não terão disponibilidade financeira para isso.

A Bicheri Tour, da Aline Bicheri, 36 anos, localizada em Itaporanga/SP, teve uma grande queda na procura por viagens no último mês. Para Aline, as coisas só devem melhorar a partir do próximo ano devido à crise econômica. Enquanto isso, para não demitir funcionários, colocou o atendimento para o home office e está realizando cursos de marketing, gestão e os treinamentos oferecidos pelas operadoras.

Izabelle Amadori, 36 anos, responsável pela agência Mapas e Milhas, localizada em Pato Branco/PR, mudou a dinâmica no local há 2 semanas, ao colocar o trabalho para o home office. O plano é permanecer dessa forma durante todo o mês de abril. No momento, a agência permanece dando assistência para os clientes que querem cancelar ou remarcar as viagens. Izabelle acredita que o movimento só retorne a partir do 2° semestre.

agentes de viagens estão trabalhando em home office

Agentes de viagens estão trabalhando em home office

Dados do setor

A Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens), no começo de março, afirmou que esta seria a “maior crise vivenciada pelo setor na era atual”, prevendo um alto índice de falências entre as empresas relacionadas ao turismo, resultando em milhares de pessoas desempregadas e impactos diretos e indiretos no PIB brasileiro.

Uma estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada no dia 19 de março, mostrou que o setor brasileiro teve uma queda de 16,7% em relação ao mesmo período do ano passado, representando uma perda equivalente a R$ 2,2 bilhões. A CNC também projeta que os prejuízos já sofridos pelo setor têm o potencial de reduzir até 115,6 mil empregos formais.

O Ministério do Turismo e a Abav foram contactados, mas não retornaram com os dados mais atuais.

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