Ciência e Tecnologia

Excesso de tecnologia pode prejudicar o processo de ensino e aprendizagem

O mais importante é que os responsáveis pelos alunos saibam administrar o tempo de permanência nos equipamentos

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#tecnologia #ciência #aprendizado

O uso de tecnologias como ferramenta de auxílio à educação é algo que vem crescendo a cada ano. Entretanto, alguns alunos exageram quando estão na frente dos celulares, tablets e computadores, sendo dentro ou fora da sala de aula. Isso acaba, muitas vezes, prejudicando o rendimento deles.

Segundo neurocientistas, o exagero pode causar, também, distúrbios do sono, falta de concentração e atenção, dificuldade de aprendizagem e perda de habilidades motoras que são adquiridas com atividades físicas. Isso porque eles deixam de praticar exercícios e atividades ao ar livre para permanecerem sentados e conectados.

O Ministério da Educação (MEC) faz campanhas e apoia pesquisas como as do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Minas Gerais, em que ressaltou que o uso de ferramentas tecnológicas pode ser positivo, desde que usado moderadamente.

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Iniciada em 2016, em Varginha-MG, a pesquisa do Cefet, intitulada É pra copiar ou posso tirar foto?, provou que com diversos aplicativos gratuitos é possível adquirir conhecimento e, ainda, aumentar o rendimento escolar, desde que respeitado o tempo de permanência nas plataformas e o equilíbrio com outras atividades do cotidiano.

Para o professor de inglês, Roger Nunes, que leciona no ensino fundamental, na Secretaria de Educação do Distrito Federal, os alunos que permanecem conectados durante as aulas em aplicativos que não estão relacionados ao conteúdo, acabam ficando para trás. “Muitos deles, mesmo com o professor chamando atenção, continuam mexendo no celular e quando o professor acaba de explicar, acabam fazendo perguntas relacionadas ao que acabou de ser dito, porque não ouviram.”

Na maioria das escolas do país, o uso de celulares, tablets e computadores fora do contexto educacional é proibido. Porém, alguns pais insistem que seus filhos permaneçam com os aparelhos em sala de aula. Para alguns deles, é imprescindível que o aluno esteja conectado para se comunicar com a família sempre que os pais ou responsáveis desejarem.

Esse é o caso da professora da educação infantil, Tatiane Delcho. Na escola em que ela trabalha alguns pais exigem que seus filhos fiquem com o celular durante toda a aula. Segundo a professora, tal atitude é ruim e pode prejudicar os alunos. Ela diz que “muitos dos alunos são crianças com idade entre 8 e 10 anos, e não sabem o momento exato para usar os aparelhos, mesmo com as orientações que são dadas na escola.”

O Ministério da Educação alerta em seu site na internet para que os pais estejam atentos ao uso, principalmente dos celulares, por parte das crianças. Visto que, se usados da maneira correta, podem contribuir bastante com o aprendizado. No site da instituição é possível encontrar uma lista de aplicativos que podem ser usados na educação das crianças, como mapas geográficos, dicionários, e programas e softwares interessantes.

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