Cidadania

DF é o sexto colocado no Brasil pelo número de ONGs, aponta pesquisa

Dados do Ipea registram mais de 13 mil ONGs, que estão trabalhando mesmo na pandemia

Em 2019, o Distrito Federal registrou 13.887 Organizações Não Governamentais (ONGs). Isso colocou o DF na sexta colocação entre os estados do Brasil com maior número de ONGs e com a maior taxa do Centro-Oeste. Os dados mostram que para cada mil habitantes são 4,7 iniciativas do tipo. Esse foi um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizado em 2019.

Mesmo em tempos de pandemia, as ONGs não deixaram de realizar as suas iniciativas e continuam ajudando a população esquecida. Como o caso da ONG BSB Invisível, que ajuda pessoas em situação de rua contando e compartilhando suas histórias, para despertar o olhar da sociedade e assim deixarem de ser invisíveis, além de realizarem campanhas e doações para essas pessoas.

Para a cofundadora da BSB Invisível, Maria Baqui, “o principal objetivo é realizar os trabalhos durante a pandemia e poder amenizar os impactos para essa população, que é esquecida no dia a dia, e que mesmo com a crise mundial continua esquecida. O nosso papel é tentar prestar auxílio, assistência, estar em contato direto para saber o que estão precisando, as maiores carências e necessidades”, declarou.

Entretanto, por causa da pandemia, nem todos os serviços das organizações estão sendo mantidos. De acordo com Jessica Souto e Amanda Gonçalves, diretoras da filial de Brasília da ONG Sonhar Acordado, as principais doações que estão recebendo são cestas básicas. Com isso, a organização conseguiu ajudar as famílias de uma creche, em São Sebastião, com cestas básicas para os próximos 3 meses, mesmo com as inciativas estando menores. “Os nossos serviços mantidos são atividades formativas de forma online, ações pontuais de arrecadação e envolvimentos via redes sociais”, afirmaram.

O Sonhar Acordado é uma ONG internacional que chegou ao Brasil no ano de 2000, por meio de uma festa de Natal. Com isso, o objetivo da organização é formar jovens que disseminem valores e virtudes através do trabalho de voluntariado com crianças e adolescentes. Então, fazendo uma sociedade melhor crescer, com caridade, generosidade e solidariedade.

Prevenções das ONGs

As ONGs estão tomando medidas de prevenção criteriosas para que não haja risco de transmissão do coronavírus (Covid-19) tanto para a equipe, quanto para os que estão sendo ajudados. Algumas dessas medidas são a não realização de atividades externas ou de grande porte, organização em fila para que não haja aglomerações, máscaras, uso de álcool em gel e luvas.

Como no caso da ONG Ubuntu, que está fazendo listas para ajudar as comunidades, arrecadando doações, indo até os doadores para que não precisem sair de casa e entregando cestas básicas para comunidades carentes, mesmo com o número de voluntários reduzido. A Ubuntu é responsável por desenvolver ações sociais para o crescimento da qualidade de vida do ser humano por meio de atividades de educação, como aulas gratuitas de futebol e dança para crianças, também atendimento médico e odontológico gratuitos.

Para Renata França, membro da diretoria da ONG Ubuntu, “fazemos o uso de máscaras, luvas e álcool em gel. Quando vamos entregar as doações também organizamos as pessoas em fila com distâncias consideráveis para que não haja aglomerações”, conta. Com esses cuidados nas atividades, a organização conseguiu ajudar 130 famílias e estão um processo de arrecadação para ajudar mais de 400 pessoas.

No caso da Casa Santo André, uma associação sem fins lucrativos que ajuda pessoas em situação de rua e dependentes químicos, a forma de prevenção se diferencia em alguns aspectos. A presidente da Casa Santo André, Fabiana Ferreira, afirma: “como se trata de uma casa de passagem, nós mudamos as saídas dos acolhidos. Durante o período da pandemia, nós transferimos para outras instituições alguns acolhidos que já estavam trabalhando e não tinham como ficar em quarentena, e ficamos com aqueles que realmente não têm necessidade de ficar saindo todos os dias, principalmente os mais frágeis, como pessoas com transtorno mental, enfisema pulmonar, HIV, diabete e idosos.”

A população pode ajudar essas pessoas de diversas formas, como doando roupas, alimentos, produtos de higiene, álcool em gel, máscaras, luvas, cestas básicas e ajudando financeiramente. Para Maria Baqui, “a população pode ajudar, não fechando os olhos para a existência dessas pessoas. Então, quem muito tem pode ajudar e pode contribuir. Nem que sejam 5 reais ou ela mesma pode comprar e entregar, ou doar algum item que já tem em casa. As pessoas podem ajudar focando muito no ato de dividir, da empatia, do amor ao próximo e de sempre ajudar na forma que pode”.

Para Maria Baqui da BSB Invisível, “a população pode ajudar, não fechando os olhos para a existência dessas pessoas. Nem que sejam 5 reais ou ela mesma pode comprar e entregar, ou doar algum item que já tem em casa.” Photo by Kat Yukawa on Unsplash

A população pode contribuir da forma que puder, como doando roupas, alimentos, álcool em gel e financeiramente as ONGs. Não deixe de ajudar.
Photo by Kat Yukawa on Unsplash

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