Cidadania

IFB e voluntários se unem na fabricação de protetores faciais

A iniciativa já produziu 6 mil protetores faciais que foram doados para hospitais da cidade. Além das máscaras, outros trabalhos também estão sendo realizados.

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O movimento Brasília Maior que a Covid (BMC) existe há pouco tempo. O grupo se conheceu através de iniciativas de combate ao coronavírus publicadas em redes sociais e logo firmaram parcerias com empresários que se disponibilizaram a ajudar com equipamentos e mão de obra.

O médico residente do HUB – Hospital Universitário de Brasília, Pedro Henrique, é um dos coordenadores do BMC. Ele conta como o grupo decidiu se unir para ajudar na luta contra o coronavírus. “No hospital onde trabalho as máscaras começaram a faltar, vi a necessidade de fazer alguma coisa. Pesquisei na internet e encontrei pessoas que já estavam ajudando de alguma maneira, decidimos nos unir e formamos o BMC”, relata.

Com vontade de ajudar e com o apoio de empresas que estavam paradas, eles começaram a fabricar por conta própria os tão falados EPI´S – equipamentos de proteção individual – que estão em falta, tanto na rede pública de saúde, quanto no mercado.

A iniciativa do BMC deu tão certo que chamou a atenção do Instituto Federal de Brasília (IFB). A partir daí a instituição de ensino se uniu ao movimento e se disponibilizou a ajudar, cedendo o conhecimento dos professores e também o maquinário dos campi da instituição para serem usados na fabricação dos protetores faciais.

A professora Kátia Palomo dá aulas no campus Brasília, na área de gestão pública. Mesmo sendo da área de administração, Kátia tem colaborado com o projeto na área de fabricação das máscaras. Ela diz que hoje a intenção da produção feita no campus onde dá aula é de cinquenta a oitenta máscaras por mês. “Buscamos apoio junto à reitoria e de imediato tivemos o apoio do Instituto. “Não poderíamos ficar longe desse movimento ou qualquer outro que seja solidário, que colabore, nesse momento que estamos vivendo”, afirma a professora.

Além das máscaras de acrílico, o Instituto também desenvolveu um equipamento protótipo chamado de covid box. O equipamento é mais uma ferramenta que serve para proteger a equipe médica no caso da necessidade de entubar uma pessoa, reduzindo o risco de contágio. O paciente é colocado na box e assim o profissional de saúde pode realizar o procedimento de entubação através de dois acessos onde somente as mãos do médico entram em contato com o paciente.

O professor Frederico de Souza, que participa da fabricação do equipamento, conta que a ideia é fabricar e entregar esse equipamento o mais rápido possível nos hospitais. “Por ser  ainda um protótipo, o uso é experimental, mas de qualquer forma já há conhecimento de uso em outros países desse tipo de box. Estamos trabalhando sob orientação e recomendação da equipe médica dos hospitais referências na cidade”, explica o professor.

Além da fabricação desses equipamentos, a instituição de ensino também está atuando em várias outras frentes de trabalho e lançou a “rede IFB ciência solidária” para ajudar a diminuir o impacto causado pela pandemia. Essa frente de trabalho ajuda em outras iniciativas com a finalidade de diminuir o impacto causado pela pandemia. Essas frentes de trabalho atuam em campanhas por doação de alimentos, doação de sangue para o Hemocentro e também na fabricação própria de álcool em gel para doação.

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