Educação

Alunos enfrentam dificuldades para alinhar rotina com aulas no DF

Enquanto os responsáveis por alunos da rede privada lutam para alinhar a rotina de trabalho com o auxílio para tarefas, os que possuem filhos na escola pública seguem preocupados com a conclusão do ano letivo

Diante da situação do novo coronavírus no Brasil, alunos de escolas públicas — que este ano são 460 mil no DF, em 683 unidades, segundo a Secretaria de Educação — e privadas estão sem aulas presenciais desde o dia 11 de março. Apesar disso, os estudantes da rede particular têm aulas à distância, enquanto os da escola pública seguem sem real amparo do governo. Em frente ao cenário, pais e responsáveis também lutam diariamente para alinhar a rotina de trabalho com as necessidades escolares dos filhos. Além disso, foi criada estrategicamente uma Medida Provisória para a educação durante o período de isolamento social, que desobriga as escolas a cumprirem os 200 dias letivos, mas mantém as 800 horas aula.

Por um lado, alguns alunos sequer conseguem acompanhar as atividades, como é o caso da Mariana Cantanhede, de 16 anos, estudante do segundo ano do ensino médio no colégio Marista. “Eu estou tentando fazer tudo, os trabalhos da semana e as matérias acumuladas. Mas como no começo eu não consegui pegar tudo porque era muita coisa, eu me enrolei muito, e agora estou muito atrasada”, relatou a aluna. Ela ainda falou sobre a rotina, que mudou totalmente. O número de aulas por dia, que eram 7, hoje são apenas 4, assim como o horário que também foi reduzido.

Alunos devem ter esforço muito maior para terem o mesmo aprendizado que teriam nas escolas

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Em contrapartida, os alunos da escola pública ainda não tiveram uma assistência de verdade por parte do governo. O estudante Lucas Vasconcellos, de 15 anos, explicou que ficou sabendo da possibilidade de aulas online via Google Classroom pela imprensa, no entanto não recebeu o código de estudante necessário para entrar na plataforma, como também não foi contactado de nenhuma forma por parte da escola. “Eu estou estudando por meio de aplicativos, sem tempo definido por dia”, acrescentou Lucas.

As alternativas apresentadas pelo governo não são suficientes para suprir a necessidade dos alunos, assim como não contam como as horas-aula necessárias para concluir o ano letivo. As teleaulas, que são a maior aposta até então, têm duração ainda muito curta e não substituem as aulas presenciais. Além disso, a recente opção de aula no Distrito Federal pelo Google Classroom não foi explicada de maneira clara, deixando os alunos ainda sem amparo. Janainna Vasconcellos, a mãe de Lucas, relata que o aluno está totalmente fora da rotina que ele tinha e que vai ser muito difícil retomar os estudos de forma produtiva. “Tenho muito receio de que ele perca o ano letivo”, acrescentou.

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