Saúde

Em tempos de pandemia, profissionais da saúde continuam seu trabalho

Pessoas que dependem de tratamento não podem esperar o fim do isolamento social

Tags:
#pandemia corona covid enfermagem isolamento social Saúde terapia ocupacional trabalho

Desde o início da pandemia o apelo de ficar em casa vem sendo adotado, e com as medidas decretadas pelo Governador Ibaneis Rocha, junto ao isolamento social, isso se intensificou. Entretanto, nem todos podem se isolar em suas casas. É o caso dos profissionais da saúde que lidam diretamente com seus pacientes, tais como: terapeutas ocupacionais, cuidadores e enfermeiros, e dos próprios pacientes que precisam se deslocar até às clínicas.

Estes profissionais lidam diariamente com pessoas que estão no grupo de risco por diversos fatores, sejam eles pela idade, problemas de saúde, doenças crônicas, enfim, fatores que aumentam a preocupação em relação à covid-19.

Polyanna Campos é terapeuta ocupacional e percebeu o impacto que o receio das famílias de seus pacientes em se contaminarem teve no seu atendimento. “Mesmo informando todos os cuidados que estão sendo adotados pelo espaço da clínica, e por nós profissionais, 90% dos meus pacientes ainda não retornaram aos atendimentos”. Ela, que possui em torno de 22 pacientes no momento, está tomando todas as medidas e cuidados orientados pelo Ministério da Saúde. O uso de máscaras, lavar as mãos com água e sabão, higienizá-las com álcool em gel são medidas simples que fazem grande diferença. “Além de pedir para os responsáveis para que, se possível, a criança vá até a clínica com apenas um acompanhante. E que se os mesmos apresentarem algum sintoma da covid, que suspendam o atendimento”, orienta.

Polyanna, terapeuta ocupacional, está seguindo todas as recomendações do Ministério da Saúde para sua proteção e de seus pacientes. Foto: reprodução

Polyanna, terapeuta ocupacional, segue todas as recomendações do Ministério da Saúde para sua proteção e de seus pacientes. Foto: reprodução

Mas nem tudo são flores, já que objetos de proteção podem ser um problema em alguns casos. “Por trabalhar com o público infantil e, na grande maioria, crianças autistas, o uso da máscara interfere bastante na comunicação, além da grande importância do toque, em alguns casos, que agora, devido ao vírus, não está existindo”. E para evitar o contato, Polyanna está ofertando consultas online, mas que segundo ela, ainda não teve adesão por nenhum paciente.

O caso de Josefa Aparecida é um pouco diferente, pois ela é quem vai ao encontro de seu paciente. Técnica em enfermagem, ela está trabalhando como cuidadora de um idoso de 94 anos. Como este senhor se encaixa no grupo de risco, os cuidados que Josefa já tinha, como lavar as mãos com água e sabão, usar luvas e máscara, álcool em gel, redobraram. Ela conta que agora também deixa os calçados do lado de fora de sua residência e de seu paciente, e que vai direto para o banheiro para trocar as roupas com que chegou vestida.

Mas a sua preocupação é com a disseminação e a falta de consciência e cuidado por parte da população. “Quanto ao vírus, está difícil porque a gente tem os cuidados, fica no isolamento, mas as pessoas não têm os mesmos cuidados que a gente. Acaba que fico preocupada, mas estou tentando não ficar com isso na cabeça”, conta.

Josefa Aparecida, técnica em enfermagem, cuida diariamente de um paciente que está no grupo de risco. Foto: reprodução

Josefa Aparecida, técnica em enfermagem, cuida diariamente de um paciente que está no grupo de risco. Foto: reprodução

 

Outra dificuldade que a técnica em enfermagem está enfrentando é a saudade da família, do contato físico, das visitas diárias que recebia e fazia. “Tenho filhas e neto e não estou podendo ir visitá-los, não estou indo na casa de ninguém, não estou querendo que ninguém venha na minha, é difícil”, lamenta.

Como profissional da saúde, Josefa vê esse momento de pandemia como uma maneira a mais de se doar verdadeiramente àqueles que estão necessitando de cuidados. Ela afirma que cuidar com amor para ver um bom resultado de quem está doente, e ficar feliz pela melhora do paciente é o que fazem a profissão valer a pena.

Notice: Tema sem comments.php está obsoleto desde a versão 3.0 sem nenhuma alternativa disponível. Inclua um modelo comments.php em seu tema. in /var/www/publicacao/jornalismo/site-root/wp-includes/functions.php on line 2957

Deixe uma resposta

Educação
Para além da formação básica: estudantes buscam novos conhecimentos durante quarentena
Comportamento
Banco de imagens gratuito Em meio a pandemia deficientes visuais enfrentam desafios para não serem contaminados
Entrevistas
A artista que se reinventou

Mais lidas