Economia

Pequenos empreendedores se adaptam à quarentena

Comerciantes e prestadores de serviço encontram alternativas para sobreviver ao fechamento do comércio durante pandemia

Em decreto oficial, o governador do Distrito Federal (DF), Ibanes Rocha, estabeleceu a quarentena no dia 19 de março. Com a medida, o comércio foi fechado e donos de pequenos negócios estão, desde então, à procura de alternativas para não fechar as portas de vez. Esse é o caso de Cláudia Ludgero, diretora da Ludge Saboaria Natural, que conta algumas estratégias que tomou para manter sua empresa ativa. “Começamos a fazer entregas semanais. Antes da pandemia, nossas entregas eram eventuais. Também começamos a remeter pelo correio produtos para as cidades satélites”.

Mesmo que tenha buscado se adaptar à situação, Cláudia conta que as vendas diminuíram, mas não corre risco de falir devido às antigas parcerias da empresa. “Temos parceiros/pontos de venda que não fecharam e implementaram delivery ou take out. Houve uma redução das vendas, mas não paramos de vender”, ela afirma. Ainda assim, a diretora da saboaria fala que em seis meses vai sentir os problemas econômicos gerados pela quarentena e já pensa em planos de venda para quando o comércio for reaberto.

Muitas lojas optaram for fazer delivery e take out para não parar as vendas Foto por Christiann Koepke em Unsplash

Muitas lojas optaram for fazer delivery e take out para não parar as vendas
Foto por Christiann Koepke em Unsplash

De acordo com um estudo feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), de janeiro a abril deste ano, 1,4 milhões de pessoas físicas e jurídicas receberam atendimento especializado para saber como lidar com a crise. Segundo o levantamento, isso representa 195 mil atendimento a mais em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, o número de sessões ativas de usuários cadastrados no portal do Sebrae aumentou 150% em relação ao mês de fevereiro.

Com a chegada da pandemia e o aumento pela procura pelos serviços do Sebrae, o instituto passou a oferecer cursos gratuitos desenvolvidos com a finalidade de ajudar com os obstáculos no comércio gerados por esse período. Ilda Moraes, dona do salão Studio Classe A, na 313 norte realizou alguns desses cursos logo no primeiro momento da quarentena. Ela conta que essas foi uma de suas estratégias iniciais para lidar com a pandemia.

Após o primeiro mês, Ilda conta que desenvolveu pacotes especiais para sua clientes mais antigas. “90% das clientes compraram o pacote que tem como objetivo ser usado quando fizer sentido para a cliente. Em um segundo momento, eu passei a dar consultorias online para as clientes que não quiseram comprar os pacotes”.

Segundo Ilda, marcas de cosméticos, como Loreal, fizeram parceria com pequenas lojas e salões para ajudar nesse momento. Foto por Guilherme Petri em Unsplash

Segundo Ilda, marcas de cosméticos, como Loreal, fizeram parceria com pequenas lojas e salões para ajudar nesse momento
Foto por Guilherme Petri em Unsplash

Mesmo com as estratégias desenvolvidas, a cabeleireira diz que não faturou em 30% do seu faturamento usual. A cabeleireira também passou a fazer parceria com lojas vizinhas ao seu salão, além de vender vouchers de 50 reais para serem consumidos quando tudo voltar ao normal. “Vendendo esses vouchers, eu estou vendo como as clientes são empáticas e estão prontas para te auxiliar. Muita gente me ajudou”, ela finaliza.

Segundo o Sebrae, existem, atualmente, 333.590 empresas no Distrito Federal (DF). A assessoria de comunicação do instituto afirma não haver dados do número de empresas no DF antes da pandemia.

 

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