Economia

A procura por trabalho, “preso” em casa

Índice de desemprego aumenta de 2019 para 2020 e estágios entram para a conta dos desempregados, levados pela crise do coronavírus

A dificuldade de se conseguir um emprego já vem desde antes da pandemia do novo coronavírus. Cerca de 12,6 milhões de pessoas estavam desempregadas, 11,2% da população brasileira em 2019; porém com a chegada do vírus e das quarentenas sendo aplicadas houve um aumento ainda maior de demissões e, logo, pela procura de empregos. No primeiro trimestre de 2020 a taxa aumentou para 12,2%, ou seja, cerca de 12,85 milhões de pessoas, segundo o IBGE.

A procura por empregos após o inicio da pandemia

A procura por empregos, após o início da pandemia, ficou mais difícil até para estudantes em busca de estágio

Com as demissões sendo uma opção de escape para as empresas reverterem ou minimizarem os prejuízos da pandemia, fui demitido três semanas após o início da quarentena. Trabalhava como estagiário em uma empresa de monitoramento de mídias em Brasília desde 2018 . Ficar em casa de “férias em cativeiro” ou sair buscando por empregos e estágios novos? A dúvida se espalha pelo ar. E, então, após uma semaninha de férias forçadas, a saga para a procura de um novo emprego começava. Sites, contatos, telefones, só não podia sair de casa por causa das medidas de isolamento social.

Os sites que promovem o “encontro” de pessoas à procura de um trabalho e empresas que oferecem o trabalho ajudam, mas com a dificuldade imposta pela covid-19 os retornos para vagas ficam cada vez mais escassos. Os contatos de pessoas influentes fazem jus ao seu valor, mas quem em sã consciência contrataria alguém para ter prejuízos? Currículo pra lá, currículo acolá, a saga continua. Recebo ligações pedindo para mandar as experiências de trabalho, o currículo e tudo mais, mas no fim das contas as dificuldades só aumentam e o tempo vai passando e o peso do desemprego fica cada vez maior. A falta de poder gastar o seu dinheiro com o que quiser, pagar boletos, academias, saídas. O peso da vida adulta tem seu valor, e não é pouco.

Segundo a Abres (Associação Brasileira de Estágios), em 2019 o Brasil tinha cerca de 1 milhão de estagiários, e apesar de como estagiários sermos contratados de forma mais simples, seja contratualmente ou em relação a questões trabalhistas, a dificuldade também chegou a esse setor.

Vemos uma dificuldade maior na procura por estagiários. As ofertas antes com valores baixos ou que não agradavam começam a ser uma nova opção, uma área de escape, mas será que valem a pena? Talvez melhor do que ficar ao relento, desempregado em pela crise. Sigo ainda com a falta de poder sair para uma entrevista ou entregar currículos. Mas o pior de estar sem emprego em plena pandemia é a sensação de não poder fazer nada a respeito por causa de algo maior, algo que vai além de um emprego: a saúde.

Estágios no meio da crise de coronavírus

Estágios são afetados por crise de coronavírus

Como ainda não vivo integralmente com o salário que recebia antes, as dificuldades ainda são poucas, mas a possibilidade de não ter mais uma renda mensal e a falta de poder pagar contas e outras coisas assusta. Por isso, fico em casa, porém sempre à procura de algum emprego ou estágio onde possa voltar a vida ao normal mesmo após o término da pandemia.

 * Este texto é de inteira  responsabilidade do autor/autora e sua opinião não representa a do Portal de Jornalismo Iesb

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