Cidadania

Dia internacional contra homofobia e LGBTQIA+fobia traz reflexões importantes

O último domingo (17/5) foi dia de expressar repúdio à intolerância e à violência, falar sobre direitos, arte representativa e projetos sociais

Em 17 de maio, Dia Internacional Contra a Homofobia e LGBTQIA+fobia, a comunidade e apoiadores do mundo inteiro celebraram as conquistas assim como reforçaram pautas que têm se tornado mais evidentes durantes os anos, como a violência, intolerância e a discriminação. No Brasil, a resistência ocorre em um dos países que mais matam LGBTQIA+ no mundo.

Há 21 anos, a Organização Mundial de Saúde reconheceu que “a homossexualidade é um estado mental tão saudável quanto a heterossexualidade”, retirando-a oficialmente do rol de doenças. Esse, entre outros direitos, só puderam ser possíveis diante de resistência e luta pela representatividade.

Direitos que, para quem os têm garantido, podem parecer coisas simples, como por exemplo a doação de sangue. “Doar sangue é um ato de amor e solidariedade e sempre foi negado a gay, bi e trans. Em 8 de maio, o Supremo Tribunal deu um basta em mais uma norma preconceituosa”, divulgou Michel Platini, presidente do Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos em suas redes sociais. Outra vitória recente, anunciada com orgulho nas redes de Platini foi a inclusão da Parada do Orgulho LGBTS+ de Brasília no calendário oficial de Brasília assinada pelo governador Ibaneis Rocha , que ocorreu no dia 13 de abril deste ano.

A arte representativa

A arte e a cultura são outros veículos de comunicação e sensibilização do público para questões da diversidade, além de ferramenta de expressão, identidade e emancipação. Muitos artistas relacionam e imprimem em seus trabalhos sua identidade e temas importantes. Sobre seu trabalho Paulo Amaro, rapper, compositor, desenhista. Aos 15 anos, ele se afastou do rap por causa da homofobia que era expressa no cenário. Mais tarde, foi agredido fisicamente, em um ataque homofóbico ao sair de uma festa em Brasília. Em entrevista ao Popline sobre suas letras, disse: “A minha arte deve ser de resistência e luta. Falar sobre temáticas LGBTQI+ dentro do rap foi só consequência do que o próprio rap me ensinou: falar sobre verdade”, explica.

Projetos de acolhimento

Elucidar projetos de acolhimento ao público LGBTQ+ em vulnerabilidade social, familiar e econômica é muito importante em momentos como o que estamos vivemos. A Casa Rosa é uma ONG em Sobradinho que tem o intuito de acolher pessoas LGBTQ+ expulsas de casa ou em vulnerabilidade social. As obras ainda estão em processo de finalização, mas a ONG já vem fazendo um trabalho de assistência social, jurídica e psicossocial, além de campanhas e ações voltadas para as pautas LGBTQ+.

“Nós recebemos pedidos de acolhimento diariamente, mas como a ONG não está pronta é inviável acolher os LGBTQ+. Temos urgência na construção da primeira casa acolhida de Brasília, mas aos poucos com a ajuda de alguns parceiros como a Casa de Ismael, o time Bravus e o Centro LGBTS+ de Brasília estamos conseguindo finalizar o espaço da Casa”, explica Marcos Tavares, um dos fundadores da Casa Rosa.

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