Saúde

Os cuidados com as pessoas idosas durante a pandemia

Amigos, vizinhos e familiares se mobilizam para a proteção da saúde de pessoas mais velhas, grupo de risco do coronavírus

De acordo com o Ministério da Saúde, dentro do grupo de risco do novo coronavírus estão: hipertensos, fumantes, obesos e, é claro, os idosos — grupo de risco número 1 —, que já representaram 85% das mortes no país, de acordo com o Ministério da Saúde. Isto acontece porque o sistema imunológico de pessoas mais velhas não tem a mesma capacidade de combate de jovens. E é por esse motivo que vizinhos, amigos, familiares e ONG’s têm se organizado para ajudar os idosos a realizarem tarefas necessárias, como compras de supermercado e medicações.

De fato, o grupo de risco maior já é formado, comprovadamente, as pessoas de mais idade. Por isso, famílias de todo o país já têm adaptado as suas rotinas para ajudar as pessoas mais velhas e protegê-las de possíveis infecções. Em 2018, a porcentagem de idosos no DF representava cerca de 10,5% da população, sendo cerca de 303.017 habitantes da terceira idade. Além disso, no Brasil, a taxa de mortalidade por covid-19 entre pessoas idosas ultrapassa os 20%, número alarmante. Sendo assim, muitas pessoas têm se movimentado para proteger as pessoas mais vulneráveis à contaminação, como é o caso da Maria Odete Cantanhêde.

Ela tem tomado muitos cuidados para preservar a saúde do pai, que é idoso e hipertenso. Além de levar os alimentos e remédios necessários, ela e toda a família também mantêm contato constantemente, a fim de fazer com que ele não se sinta só. “Os netos gravam vídeos cantando músicas para ele, que fica muito feliz mesmo, até encaminha para outras pessoas… isso é uma coisa que o toca muito”, enfatiza Maria.

Já Samara Costa Souza, 29 anos, decidiu ajudar pessoas que não conhece e tem cooperado com os idosos da vizinhança. “Eu deixei meu número em uma carta no elevador me disponibilizando a ajudar, eles pegam e me ligam. Por enquanto eu ajudo somente os vizinhos, e eu tento não ter muito contato com eles. Eu faço compras, vou na farmácia… Vi um post em uma página do Instagram (sobre esse tipo de auxílio) que me motivou a fazer o mesmo”, explica Samara.

Familiares também devem dar atenção e ajudar idosos a manterem a rotina dentro de casa

Familiares também devem dar atenção e ajudar idosos a manterem a rotina dentro de casa

Além dos cuidados com a saúde física, é importante estar atento aos cuidados com a saúde mental dos idosos. No caso de dona Ilna Miranda, de 79 anos, que mora com a neta, ela conta que tenta ocupar a cabeça o máximo possível durante o dia para continuar com uma rotina ativa. “Primeiro eu cuido da cozinha, porque tenho que fazer comida para a minha neta. Depois eu cuido de mim, vou, tomo meu banho, me perfumo, me ajeito, aí eu vou para o computador…”, conta dona Ilna. A neta dela, Luary Beheraborde, de 20 anos, ainda acrescentou que sempre realiza as tarefas como ir à farmácia ou ao mercado para a avó, mas que tem muito medo de acabar contraindo o vírus e passando para ela.

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