Cidades

Em Portugal, brasileiros enfrentam novas incertezas pós isolamento

Brasileiros sofrem com o aumento do Euro e preocupação com a saúde das famílias que permanecem no Brasil

Portugal iniciou cedo as medidas de isolamento social e foi rígido, declarando estado de emergência rapidamente — quando as mortes ainda eram 3 no país, em 19 de março — e fechando diversos aeroportos para voos internacionais. O resultado foi uma pandemia controlada do novo coronavírus e no fim do estado de emergência no dia 2 de maio. Aos poucos, residentes em Portugal voltam a ocupar as ruas novamente, as praias foram reabertas, e os comércios também.

Mas existem regras para o afrouxamento do isolamento, como o uso obrigatório de máscaras em ambientes fechados, como transportes público, sob multa de 350 euros. Além disso, aglomerações com mais de 10 pessoas são proibidas. A Comissão Europeia revela que neste ano a queda do PIB deve ser de 6,8%, enquanto o desemprego deve sofrer com, pelo menos 2,8% de aumento. No momento, as medidas devem ir afrouxando a cada 15 dias. Apesar disso, grandes universidades permanecem de portas fechadas, apenas com aulas remotas.

De acordo com os dados disponibilizados pelo SEF (Serviços de Estrangeiros e Fronteiras), em 2019 já residiam 150.864, parte desse número sendo residentes temporários. Apesar da alegria por poder sair e encontrar novamente com os amigos, novas incertezas surgem. Isso acontece porque o euro subiu consideravelmente, e as famílias aqui no Brasil continuam em uma situação de incerteza.

A estudante Maria José Isac, de 23 anos, foi para Portugal com o objetivo de concluir um intercâmbio de 3 meses. E apesar das preocupações com a pandemia quando o novo coronavírus chegou no país, a estudante optou por continuar lá. Agora, após o isolamento social acabar, ela ainda toma muitos cuidados: sempre passar álcool em gel, manter distância de pessoas desconhecidas e não tocar em objetos na rua, além de usar a máscara, que é obrigatória em lugares fechados.

Mas novas preocupações surgiram. “Eu me preocupo principalmente com emprego, renda e a conclusão do curso, agora em EAD”, destaca a estudante. Além disso, Maria conta que agora fica preocupada com os pais, e tenta conscientizá-los a respeito da gravidade da pandemia no Brasil, além de tentar acalmá-los em relação a ela.

Quem está no país apenas para estudar tem dificuldades financeiras devido a alta do euro

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O estudante de odontologia na Universidade do Porto Pedro Vallejo, de 21 anos, passa por uma situação semelhante. A principal preocupação de Pedro é com o pai hipertenso, que é dentista e continua trabalhando no Brasil. “Minhas preocupações para meu novo recomeço é que a economia no geral não seja afetada por muito mais tempo”, explica Pedro. Apesar da situação estar melhor agora, o estudante relata que no início a situação foi difícil. “Minhas principais dificuldades foram: manter a saúde mental e entender que não tinha como se prever essa pandemia durante meu intercâmbio, tentar ficar calmo. Tenho preocupações com meus pais no Brasil”, completa.

Já a estudante Letícia Barbosa, que atualmente mora em Bragança, relata que como a cidade é no interior, ela não teve muita dificuldade para encarar o período de isolamento social. Isso ocorreu também porque a cidade de Bragança não teve tantos casos quantos as outras, então as preocupações eram menores. No entanto, a estudante completou: “a minha maior dificuldade foi o baixo aproveitamento do intercâmbio a nível social, de conhecer a cultura e tudo. Foi como se eu estivesse no Brasil”.

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