Entrevistas

“Sempre vai ter espaço para comédia”, diz humorista Diego Rastichong

O Portal Jornalismo Iesb conversou com humorista da capital que falou sobre cancelamento de shows e futuro do stand-up

 

 

 

Com a pandemia do novo coronavírus, o mundo da comédia assim como o meio musical, tem se adaptado cada vez mais ao formato digital. Dublador, ilustrador e humorista, Diego Rastichong foi um dos humoristas do Distrito Federal que viu seus shows serem cancelados e tem sofrido com a falta dos espetáculos.

Com uma longa carreira no mundo do entretenimento, onde já trabalhou com dublagens, quadros humorísticos e foi apresentador de programa na rádio Transamérica, Diego há oito anos se dedica ao mundo do stand up comedy e estava prestes a gravar seu primeiro show solo. “É triste, né? Porque os planos eram muito grandes, aconteceram muitas coisas de uma vez só e achei que minha carreira fosse dar uma deslanchada”, lamenta.

Enquanto os bares estão fechados e os eventos suspensos, Rastichong tem levado quadros de humor aos seus seguidores nas redes sociais, enquanto trabalha em projetos como o Janela Animada, que adapta o stand up comedy em animações.

Em entrevista ao Portal Jornalismo IESB, Diego falou um pouco sobre o período da pandemia e fez previsões para o futuro da comédia após o coronavírus. Confira:

Reprodução/InstagramComo ficou a situação dos seus shows marcados nesse período? Teve muitos cancelamentos?

Foi tudo cancelado a partir do dia 10 de março. Fiz questão de cancelar todos os shows porque não queria que ninguém tivesse exposto a se contaminar e pedi inclusive que alguns amigos também cancelassem. Tinha fechado para gravar meu solo no dia 6 de junho e foi cancelado. Isso é uma tristeza. Porque os planos eram muito grandes, aconteceram muitas coisas de uma vez só e achei que minha carreira fosse dar uma deslanchada. Agora só espero terminar a pandemia.

Acha que o mercado de shows de comédia vai conseguir se manter após o fim dessa pandemia?

O problema é que muitos bares faliram, então, vai depender daqueles que estiverem abertos. Mas acho que sim, porque sempre vai ter espaço para comédia e inclusive acho que vai ter um boom de shows depois que tudo isso passar. Porque todo mundo vai estar nessa fissura de voltar a fazer show, tá todo mundo com saudade dos palcos e de fazer a galera rir.

O formato stand-up comedy pode acabar?

O stand-up comedy é uma das expressões artísticas mais interessantes e simples de ser executada, só precisa de um humorista e um microfone. Então eu duvido que acabe, pelo contrário, eu acho que vai aumentar, porque tem muita gente surgindo e aderindo. Toda crise geralmente traz avanços na sequência, e com a pandemia, muita gente tá escrevendo em casa, fazendo novos textos, então quando tudo passar a tendência é que muita coisa legal vá surgir, não só na comédia mas na cultura em geral.
Quais mudanças você acha que a comédia pode sofrer?

Eu diria evolução. A princípio muita gente que trabalha só com comédia vai passar perrengue, vai ficar sem grana. O que para um humorista gera texto, porque somos contadores de histórias (risos). Mas acho que no geral vai mudar para melhor, do lado artístico, essa questão de texto, de ter tempo de se dedicar mais para escrever. Tenho esperanças de que vai ser assim e acredito nesse otimismo.

Vimos alguns comediantes aderindo às lives, inclusive com festivais famosos como o Risadaria. Acha que pode ser um formato que possa bombar?

Já tá bombando. Esse formato abre um canal com o nosso público e com os fãs, o que é muito legal. Mas tem uma diferença que, no palco, as pessoas estão rindo todas de você e isso gera um efeito na piada, gera uma sensação de piada assistiva, uma piada que conquista. Com isso você vai rindo mais e o show vai “crescendo”. E numa live você não tem esse retorno, o que um músico não precisa exatamente, mas o humorista precisa muito. No geral, as lives são muito legais para apresentar o trampo dos comediantes para o público.

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