Meio Ambiente

Brasilienses produzem 1kg de lixo por dia

A média diária é de 4.667 toneladas em todo o DF; pequenos exemplos podem fazer a diferença sobre o descarte ideal do lixo

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#coletaseletiva #des #lixo meioambiente Reciclagem

Dia 30 de maio, o Governo do Distrito Federal autorizou a volta da coleta seletiva e a triagem dos resíduos sólidos no DF. O trabalho estava suspenso desde o dia 19 de abril, por conta da pandemia do novo coronavírus. Dados estimados em 2018, pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) dados estimados mostram que cada brasiliense gera aproximadamente 1,55 kg de lixo por dia. A média diária é de 4.667 toneladas em todo o DF. Para o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), cada pessoa produz aproximadamente 1 kg por dia.

 As regiões mais ricas da cidade são as que mais consomem os resíduos orgânicos, que vão parar no Aterro Sanitário do DF. O Lago Norte é a região que lidera esse consumo com 73,68%, em segundo lugar o Lago Sul (70,06%), e em terceiro lugar a Asa Sul (61,06%). Mas, se tratando dos resíduos recicláveis, Planaltina e Paranoá apresentam valores consideráveis de material com 42,22% e 39,12%. A alta na produção desses resíduos é justificada pelo poder aquisitivo e pela renda per capita.

Somente em 2017, o governo do DF assinou o contrato com as cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis. Hoje são 18 organizações que fazem a triagem desse material, e o serviço de coleta seletiva conta com 11 organizações.

A coletiva seletiva de lixo gera emprego e renda para os catadores que sobrevivem dessa atividade. Ainda ajuda a economia das empresas e promove a consciência ambiental.

A forma como são descartados certos materiais recicláveis impacta diretamente o meio ambiente. A coleta seletiva é o principal caminho para o resíduo chegar na reciclagem. A destinação final daquele objeto que separado corretamente pode ser reaproveitado, e o que era lixo se torna sustentabilidade.

Precisamos repensar a forma como fazemos esse descarte, e pequenos exemplos podem fazer a diferença. O diagramador, Fernando Brandão, recicla plástico e papel em casa há pelo menos 5 anos. A iniciativa de fazer a separação do lixo individualmente veio por conta própria, depois de refletir sobre a quantidade de lixo que era produzido em casa. “Comecei essa iniciativa depois de notar a quantidade de lixo que produzimos em casa. Separei dois cestos, um para papel e o outro para o plástico, depois de juntar uma quantidade significativa eu separo esse material e levo para a cooperativa’’, conta.

Fernando conta que a quantidade de lixo que é produzida em casa é bastante. “Se todo mundo fizesse a sua parte e tivesse consciência, com certeza e poluição iria diminuir a longo prazo. Quando levo o material para a cooperativa de 20 em 20 dias, a quantidade é em torno de 8 kg ou mais”.

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Fernando faz a separação do lixo em casa, pequenos exemplos que fazem a diferença
Foto: arquivo pessoal

Em 2019, das mais de 1,2 milhão de toneladas de materiais coletados pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU), só 28 mil toneladas foram passíveis de reciclagem. O que sobrou seguiu para o Aterro Sanitário. Os resíduos sólidos que são separados, não somam 3%.

Como separar o lixo?

 Papel, papelão, vidro, plástico e alumínio são materiais que podem ser reciclados. A separação deve ser feita com cada material separado. Separar o plástico com plástico, vidro com vidro, o certo é não misturar.

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As cores das latas de lixo podem ajudar na separação correta dos resíduos
Foto: banco de imagem

Depois da separação, higienizar o lixo é importante para evitar sujeira ou doenças. Depois, deixar secar e colocar o material em sacolas ou caixas. No caso do papel, o ideal é não amassá-lo, já que quanto mais intacto, maior o valor do papel para a reciclagem. Se houver vidro quebrado ou outro tipo de material, embale-os de maneira segura e identifique-os.

As cores dos lixos são uma boa forma de separação. Cestos azuis é o papel/papelão, verde é vidro, amarelo é o metal, vermelho é o plástico. Preto é usado para separação da madeira, laranja são os resíduos perigosos como: pilha, bateria. O cesto branco é resíduos de hospitais e o roxo é para o lixo radioativo.

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