Esporte

A angustiante e triste jornada que é ficar sem o futebol nessa pandemia

O esporte mais querido do Brasil move paixões, mas infelizmente, durante a quarentena não é possível ver a bola rolando em solo brasileiro

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Flamengo futebol isolamento social

Torcer, sofrer, sorrir, vibrar, chorar ou quase ter um ataque do coração. Essa é uma pequena lista de sentimento que sempre, ou geralmente, afloram durante uma partida de futebol. Como a maioria dos campeonatos ao redor do mundo estão parados, o sentimento que agora se aflora é o da saudade. Uma sensação de que há um buraco no peito, que falta algo. E esse algo, infelizmente, é o futebol.

Muitos dizem que é só um jogo, já outros ousam proferir a infâmia de que é pão e circo. Mas a realidade é que o esporte criado na Inglaterra simboliza bem mais que isso. E assim, quem não entende esse espetáculo, que é ver 11 jogadores do seu time correndo atrás de uma bola, jamais vai conseguir os sentimentos que permeiam pelo corpo de um fã do futebol.

Parafraseando Nelson Rodrigues, “Futebol é paixão”, mas não só isso, vai além, é algo que faz esquecer dos problemas da vida, que liberta a mente e que dá entretenimento, ou pelo menos dava, antes da quarentena, em meio ao caos de nossa sociedade. E é justamente por tudo isso que, infelizmente, ficar sem o esporte da bola redonda nessa quarentena se torna algo angustiante. É uma verdadeira tortura. Talvez, algo mais doloroso do que ver um escanteio curto.

Mas é claro, não podemos negar os fatos. O futebol alemão, da Bundesliga já voltou. Mas porque será que mesmo assim, a melancolia ainda faz parte do cotidiano dos fanáticos pela bola? Bom, a frieza alemã poderia ser argumento, já que os jogadores mal se falam durante a partida, mas mesmo que fosse, não seria argumento, pois este futebol já basta para ter uma gota de água em meio ao deserto escaldante.

Mesmo que o futebol inglês com toda sua competitividade ou o espanhol com a beleza que é ver Lionel Messi jogar, voltassem, a resposta é clara. O que realmente deixa o brasileiro apaixonado é o futebol nacional. Mesmo com todos os seus defeitos, com muitos times ruins, com gramado péssimo e nível de qualidade baixa, é o nosso futebol e são os nossos times.

Este texto vai se afunilando e é claro, meu querido leitor, que nós não poderíamos deixar de falar de um time em específico, do maior de todos, da maior torcida, do mais querido. Claro que estou falando do Flamengo. Ficar sem futebol é algo dolorido, mas ficar sem o Flamengo é como perder o sentido da vida, e me desculpe se pareço exagerado, mas esse que vos fala é um rubro negro apaixonado.

Mas mesmo aqueles que não torçam para o atual campeão da Taça Libertadores devem admitir que, ver o time de Jorge Jesus dando aula de como jogar e ganhando com goleadas, deixa saudade. Quem gosta de ver grandes jogadores, gosta de ver esse clube fantástico em campo.

Mas, passado o momento parcial e clubista, devemos admitir que a falta do esporte se faz necessária. Diferente de alguns outros torcedores, neste aspecto é preciso criticar durante o Flamengo. Desculpe se pareço clubista novamente, mas garanto que agora falo de fatos. O clube rubro negro vem dando uma aula do que não fazer. É uma vergonha colossal, dantesca e vergonhosa para os flamenguistas, e sim, nesse caso é importante dar ênfase a palavra vergonha.

Para quem não sabe, o clube carioca vem fazendo pressão e liderando uma série de outros times para que a bola volte a rolar em meio ao pico da pandemia no Brasil. Que absurdo! Que pecado! Parafraseando o imperador Adriano, “Que Deus perdoe essas pessoas ruins”.

Para não encerrar esse texto com uma crítica, vamos lembrar dos bons tempos que ainda estão por vir quando essa crise acabar. Fique em casa.

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