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Acampamento do MST vende cestas de alimentos agroecológicos em Ceilândia

Os alimentos são mais sadios e possuem menos incidência de agrotóxicos. As entregas são quinzenais e combinadas pela internet

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agroecologia Ceilândia Saúde

Alimentos agroecológicos, além de fornecerem enorme quantidade de nutrientes, fomentam cadeia de produção rural como renda para centenas de famílias. No acampamento Movimento Sem Terra (MST) Noelton Angélico, localizado em Brazlândia, a agroecologia é a principal fonte de sustento, por meio da venda de cestas em eventos pré-marcados e na beira de estradas.

As vendas das cestas acontecem quinzenalmente, sempre aos sábados, na Praça do Cidadão, em Ceilândia Norte, desde setembro do ano passado. Os clientes demonstram interesse na semana anterior à entrega, em lista de transmissão no Whatsapp. As cestas são vendidas por R$ 15 e compostas por cinco itens sortidos, sendo duas hortaliças, um tubérculo ou grão, um legume e uma fruta.

Segundo Francis Silva, organizador das entregas e um dos coordenadores do acampamento, toda a produção é feita a partir de insumos orgânicos, sem uso de agrotóxicos e nem de adubação industrial. “Acreditamos que as relações solidárias são a base para a construção de uma forma de se alimentar mais saudável e justa. Fazemos o manejo racional da produção e respeitamos a época, o meio ambiente e a saúde do solo, que por ser sadio, produz alimentos sadios”, explica.

Os alimentos são produzidos em Brazlândia

Os alimentos são produzidos em Brazlândia

Assim, os alimentos agroecológicos são diferentes daqueles que prezam pelo tamanho e não pela qualidade. “O agricultor que vende em mercados, por exemplo, ‘bomba’ o produto para encher uma caixa com a menor quantidade possível, para ganhar mais dinheiro. Não tem preocupação com uso de água, de veneno, do solo ou com a saúde das pessoas. O objetivo é o lucro”, afirma Francis.

De acordo com Taíse Moreira, responsável pela logística das entregas, os alimentos são colhidos e comercializados logo em seguida, mantendo o frescor. Devido à pandemia do novo coronavírus, o momento das entregas tem requerido ainda mais cuidados preventivos. “Pedimos para aguardar em fila com distância de dois metros entre as pessoas e também para que evitem ficar muito tempo após a compra, para que não aglomere muita gente no lugar.”

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A agricultora Nety Marley conta que a produção é trabalhosa, mas a qualidade compensa. “Nosso tempo de cultivo é muito corrido. Às vezes acontece de errarmos e colhermos algo antes da hora ou de deixarmos no pé mais do que o necessário”, conta Nety, que considera o preço da cesta justo.

Para a estudante de serviço social Gabriela Costa, os alimentos da cesta são de qualidade e mais saborosos do que os de produção não agroecológica. “Consumo os produtos para apoiar uma questão ideológica e social, porque quero consumir algo saudável. Em mercados orgânicos, o preço é três vezes maior”, diz.

A opinião de Maria Eduarda Krasny, técnica em comunicação, sobre as cestas é a mesma de Gabriela. “Acho a qualidade dos produtos excelente. A entrega também me agrada muito, é bem organizada, higienizada e segue as recomendações de saúde no momento em que vivemos”, afirma Maria, que consome os produtos agroecológicos há mais de um mês.

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