Política

Falta ao Brasil um projeto de nação

Diminuição da desigualdade, garantia de direitos básicos aos menos privilegiados e políticas públicas para a inclusão deveriam pautar todos os governos

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O Brasil tem vivido momentos de grandes incertezas tanto na política quanto na economia, desde que o último presidente foi eleito. A apropriação dos símbolos nacionais como a bandeira e as suas cores, associados ao militarismo é a tentativa de passar a imagem de um pseudo patriotismo.

Patriotas sem ter um planejamento estratégico para retirar as pessoas da pobreza? Nacionalistas sem dar prioridade às pautas dos mais necessitados? Não, isso não é erguer a bandeira de um país grandioso e soberano como o Brasil. É apenas um disfarce para enganar os menos atentos, além de sustentar interesses próprios e abusar do poder.

Na democracia, não se deve priorizar quem já tem privilégios. Um governo democrático e não autoritário visa a diminuição das desigualdades, focando na raiz do problema, com investimentos em educação, saúde e segurança. Dando oportunidades para quem não tem.

Não há, nesse governo, nenhum projeto efetivo para que a população mais carente possa ter acesso ao que a classe média tem, por exemplo. Enquanto a crise econômica tirou de alguns o direito de viajar para a Europa ou para os Estados Unidos, ela tirou de muitos outros o direito de ter comida em casa, de ver um filho indo à escola.

Se não bastasse o fracasso na economia, ainda temos o descaso com a saúde pública. O Brasil ficou de fora da aliança da Organização Mundial da Saúde sobre acessos a tratamentos e pesquisas para buscar a cura para a Covid-19. E, com isso, deixa milhões de famílias sem a esperança de uma vacina para evitar mortes.

Um governo que flerta rotineiramente com o fascismo, que prega o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional, só pode querer o caos. Pois a democracia se constrói com diálogo entre os três Poderes e não com a sobreposição de nenhum deles, mas, sim, com o equilíbrio.

O País de tantas Marias e Joões, que nunca tiveram acesso à educação e à saúde, precisa de lideranças que vejam no povo brasileiro a esperança de um futuro melhor. Uma nação em que haja oportunidades minimamente similares a todos, em que ter que escolher entre comer ou estudar não seja a realidade. Mas que as políticas públicas olhem para todos com equidade, sem distinção de classe social, cor ou sexo.

Não há como apoiar um presidente e ministros que demonstram rotineiramente que seu governo luta muito mais para a garantia e manutenção dos direitos da parcela mais rica da sociedade e, assim, acabam perpetuando a desigualdade social imposta pelo capitalismo. Sem resolver os problemas da população, e apenas governando em interesse próprio.

Bandeira do Brasil

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