Saúde

Gestantes e lactantes estão se adaptando a uma nova rotina ao longo da pandemia

Mais cuidados e precauções foram adicionados ao cotidiano de quem está esperando um bebê ou possui um recém-nascido em casa

O período da gestação e lactação tem sido ainda mais delicado para muitas mulheres, devido ao novo coronavírus. Desde quando a pandemia foi declarada, futuras mamães ganharam uma preocupação a mais para o momento da espera de seus bebês. Ainda não se sabe tudo sobre a doença, porém, por ser altamente contagiosa e por ainda não possuir uma vacina, as famílias que esperam um novo membro precisam ficar atentas.

A confeiteira Kelly Marques, 32, está no 4º mês de gestação, esperando o segundo filho. Ela estava tentando engravidar quando o surto da Covid-19 mal havia chegado no Brasil, no início de março. Com os avanços da pandemia no Distrito Federal, Kelly pensou em parar de tentar, porém, descobriu que estava grávida. “Eu tentei um mês e não engravidei. No final de março, quando estava pensando em parar de tentar por conta da pandemia e de várias preocupações, tanto sobre o acompanhamento pré-natal, quanto financeiras, descobri que estava grávida, bem no início da gestação. Fiquei muito feliz e, ao mesmo tempo, fui logo procurar saber tudo que relacionava gravidez, pré-natal, coronavírus e recém-nascidos.”

Além disso, Kelly diminuiu a quantidade de vezes que sai de casa: “Tenho evitado saídas desnecessárias. Meu esposo vai ao mercado fazer as compras e faz as entregas das encomendas aos meus clientes”, complementa a confeiteira.

Kelly Marques (à esquerda), no pequeno chá de fraldas da amiga e vizinha, Marcielle (à direita), grávida de 9 meses

Kelly Marques (à esquerda), no pequeno chá de fraldas da amiga e vizinha, Marcielle (à direita), grávida de 9 meses

A moradora de Taguatinga e mamãe de primeira viagem, Maria Augusta Freitas, 26, teve bebê no dia 15 de fevereiro. Um mês depois, as medidas de isolamento social foram adotadas no Distrito Federal e, desde então, a família segue à risca os cuidados com a bebê de 4 meses. “Desde março estamos evitando sair com a Isadora e, também, não estamos recebendo visitas. Só saímos para ir à pediatra, ou algo muito essencial. Mêsversário dentro de casa, só eu, ela e o papai. Fazemos chamadas de vídeo com a família e os amigos para manterem contato.”

As medidas de prevenção ao novo coronavírus são de suma importância, principalmente para os grupos de risco. Os momentos da gestação, pós parto e lactação são delicados e merecem total atenção e cautela. É importante que as gestantes, lactantes e, até mesmo as tentantes – em especial as que possuírem alguma comorbidade – cuidem ao máximo da saúde e da imunidade, a fim de proteger a si mesmas e aos seus bebês.

O que dizem a OMS e o Ministério da Saúde

A Organização Mundial da Saúde diz que muitas pesquisas científicas estão em andamento para comprovar todos os efeitos da infecção pelo coronavírus no organismo das gestantes. As informações disponíveis são limitadas, mas devido às alterações do corpo e do sistema imunológico que naturalmente acontecem nas mulheres nesta fase, são recomendadas as – já conhecidas – medidas de proteção contra o vírus: distanciamento social; evitar aglomerações; uso de máscaras e álcool em gel e lavar frequentemente as mãos. Além disso, o grupo tem o histórico de ser seriamente afetado por algumas infecções respiratórias, como ocorreu durante a pandemia de H1N1.

Nas diretrizes do Ministério da Saúde, a situação das grávidas é analisada na categoria de “casos especiais”, a mesma que avalia como deve ser o atendimento de cardíacos e outros pacientes vulneráveis. Entretanto, as diretrizes do ministério, assim como as da OMS, dizem que “os dados sobre apresentação clínica e os resultados perinatais após a infecção pela Covid-19 durante a gravidez e/ou puerpério ainda são limitados”. No documento com todas as diretrizes para o atendimento às mulheres grávidas, o governo orienta que os médicos não descartem a chance de um agravamento do quadro, já que há uma maior vulnerabilidade às infecções em geral durante o período. Entre as determinações, estão uma consulta bimestral com um profissional de saúde e a individualização dos cuidados para cada mulher sobre como deverá ser o parto.

Por enquanto, segundo a OMS e o Ministério da Saúde, não existem evidências suficientes de que as gestantes tenham uma chance maior de desenvolver um caso grave da Covid-19. Os estudos sobre o assunto, mesmo que frágeis, mostram uma boa resistência das gestantes ao novo coronavírus.

A OMS destaca, também, que não há indicação de que o bebê possa ser infectado durante a gestação, parto ou amamentação, pois o vírus ainda não foi detectado em amostras de líquido amniótico ou no leite materno. Além disso, a organização diz que não há nenhuma ligação comprovada de que a cesariana seja necessária em caso de covid-19. A decisão de como será o parto mais seguro deverá ser tomada de forma bilateral, entre mãe e médico, levando em consideração os riscos da doença.

A primeira morte de um bebê no DF

Uma bebê de pouco mais de um mês não resistiu à Covid-19 e faleceu no dia 11/06, no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). É a vítima mais jovem do novo coronavírus no Distrito federal, até o momento. Informações da Secretaria de Saúde revelam que a criança contraiu a doença pela mãe no primeiro mês de vida, e que a vítima não possuía comorbidades.

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