Cultura

Grupo tradicional de cultura popular comemora 16 anos com publicação de livro

Seu Estrelo e o Fuá do terreiro celebra o aniversário (15/6) com o lançamento de O mito do calango voador e outras histórias do Cerrado

Foto de Thiago S. Araújo

Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro comemora seus 16 anos de estrada de uma forma diferente da tradicional devido aos percalços da pandemia. É que o grupo de cultura e arte popular, pela primeira vez, não realiza as festas em homenagem aos fortes personagens míticos do cerrado, como a festa em homenagem ao Seu Estrelo, realizada em junho, e nem a de Laiá, geralmente em abril, e que embalam as histórias brincadas pelo grupo ao som do original samba pisado. O ritmo, desenvolvido pelo grupo, bebe da fonte do Maracatu, do Cavalo Marinho e outras brincadeiras nordestinas, além de ter elementos das tradições dos povos originários e na cultura afro brasileira, que estiveram presentes de alguma maneira na formação do idealizador Tico Magalhães.

“Eu já brincava e tocava no Maracatu Estrela Brilhante em Recife. Já participava de um grupo e fazia parte das tradições populares de lá. Simultaneamente, no período dessa primeira vinda para cá, comecei a conhecer o mestre Salustiano e o Maracatu rural e me abrir para esse lugar, conhecer as histórias. Ao primeiro momento o meu encontro com o Cerrado foi um assombro”, lembra Tico entre risos.

Mas ao mesmo tempo que resgata outros elementos culturais, a ideia do grupo, enquanto nascia, era dar de presente a Brasília e ao Cerrado uma identidade cultural própria, com seus mitos de origem e figuras encantadas baseadas nos elementos da natureza e da mata típica. Então, decidiram criar uma nova brincadeira cultural com a cara de Brasília, expressada pela música, dança, teatro, roupas típicas, toadas e agora uma literatura própria. “Muita gente acha que o produto final, a apresentação, é o mais importante. Mas na verdade, a essência do projeto está só começando quando nos apresentamos, o importante são os encontros, a preparação, a vivência. Começa quando alguém fica curioso e chega no Centro Tradicional de Invenção Cultural querendo saber mais sobre o nosso ritmo, sobre a nossa história”, reflete Tico.

Circuito Candango de Culturas Populares e o aniversário

Como forma de dar continuidade ao Circuito Candango de Culturas Populares e para a comemoração do aniversário em 15 de junho, Tico irá lançar junto aos apoiadores, Rosa dos Ventos e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, no dia 25 de junho, o livro chamado O mito do calango voador e outras histórias do Cerrado, que reúne as principais histórias míticas criadas pelo fundador do grupo Seu Estrelo e que são brincadas pela Orquestra Alada Trovão da Mata e o grupo Seu Estrelo.

“O livro veio no momento certo, no momento em que mais se precisa dele, quando a gente não pode se reunir. É uma forma de fazer as pessoas entenderem a nossa brincadeira que tem elementos da cidade e da mata. A criação dessa identidade era parte obrigatória, para não só reproduzir elementos de outras culturas, mas responder à historia do Cerrado que está impressa não só no imaginário, mas no nosso corpo inteiro. Re-existir e continuar fazendo o que a gente faz, tendo 20 pessoas no grupo Seu Estrelo, e 50 pessoas na Orquestra Alada, pessoas que fazem por amor, para transformar a cidade e estarem de alguma forma junto a outras pessoas”, finaliza o autor do livro.

Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro comemora seus 16 anos de estrada de uma forma diferente da tradicional devido aos percalços da pandemia. É que o grupo de cultura e arte popular, pela primeira vez, não realiza as festas em homenagem aos fortes personagens míticos do cerrado, como a festa em homenagem ao Seu Estrelo, realizada em junho, e nem a de Laiá, geralmente em abril, e que embalam as histórias brincadas pelo grupo ao som do original samba pisado. O ritmo, desenvolvido pelo grupo, bebe da fonte do Maracatu, do Cavalo Marinho e outras brincadeiras nordestinas, além de ter elementos das tradições dos povos originários e na cultura afro brasileira, que estiveram presentes de alguma maneira na formação do idealizador Tico Magalhães.

“Eu já brincava e tocava no Maracatu Estrela Brilhante em Recife. Já participava de um grupo e fazia parte das tradições populares de lá. Simultaneamente, no período dessa primeira vinda para cá, comecei a conhecer o mestre Salustiano e o Maracatu rural e me abrir para esse lugar, conhecer as histórias. Ao primeiro momento o meu encontro com o Cerrado foi um assombro”, lembra Tico entre risos.

Mas ao mesmo tempo que resgata outros elementos culturais, a ideia do grupo, enquanto nascia, era dar de presente a Brasília e ao Cerrado uma identidade cultural própria, com seus mitos de origem e figuras encantadas baseadas nos elementos da natureza e da mata típica. Então, decidiram criar uma nova brincadeira cultural com a cara de Brasília, expressada pela música, dança, teatro, roupas típicas, toadas e agora uma literatura própria. “Muita gente acha que o produto final, a apresentação, é o mais importante. Mas na verdade, a essência do projeto está só começando quando nos apresentamos, o importante são os encontros, a preparação, a vivência. Começa quando alguém fica curioso e chega no Centro Tradicional de Invenção Cultural querendo saber mais sobre o nosso ritmo, sobre a nossa história”, reflete Tico.

Como forma de dar continuidade ao Circuito Candango de Culturas Populares e para a comemoração do aniversário em 15/6, Tico irá lançar junto aos apoiadores, Rosa dos Ventos e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, no próximo dia 25/6, o livro chamado O mito do calango voador e outras histórias do Cerrado, que reúne as principais histórias míticas criadas pelo fundador do grupo Seu Estrelo e que são brincadas pela Orquestra Alada Trovão da Mata e o grupo Seu Estrelo.

“O livro veio no momento certo, no momento em que mais se precisa dele, quando a gente não pode se reunir. É uma forma de fazer as pessoas entenderem a nossa brincadeira que tem elementos da cidade e da mata. A criação dessa identidade era parte obrigatória, para não só reproduzir elementos de outras culturas, mas responder à historia do Cerrado que está impressa não só no imaginário, mas no nosso corpo inteiro. Re-existir e continuar fazendo o que a gente faz, tendo 20 pessoas no grupo Seu Estrelo, e 50 pessoas na Orquestra Alada, pessoas que fazem por amor, para transformar a cidade e estarem de alguma forma junto a outras pessoas”, finaliza o autor do livro.

Notice: Tema sem comments.php está obsoleto desde a versão 3.0 sem nenhuma alternativa disponível. Inclua um modelo comments.php em seu tema. in /var/www/publicacao/jornalismo/site-root/wp-includes/functions.php on line 2957

Deixe uma resposta

Educação
GabrielLino_03 Insight no ensino brasileiro
Meio Ambiente
Jardim montado na casa de Juscilene Lima Conheça a história de quem trabalha para salvar o meio ambiente
Comportamento
FOTO 1 PRODUÇÃO9 População brasileira desrespeita o isolamento social

Mais lidas