Educação

Plano de ensino não presencial no DF prevê aulas pela TV e entrega de material impresso

“O importante é ele não ficar sem conteúdo”, diz mãe de aluno

As aulas da rede pública do Distrito Federal, na modalidade a distância, recomeçaram no dia 22 de junho. Segundo a Secretaria de Educação, não haverá controle de presença dos alunos, que será feito a partir do dia 29 de junho. Apenas entre o ensino fundamental e médio, a medida afetou quase 480 mil alunos da rede pública e mais de 170 mil da rede privada, segundo dados da Secretaria de Educação.

Segundo o subsecretário de formação profissional da educação, André Bento, além da interação em tempo real com os estudantes, também serão produzidas videoaulas e listas de exercícios. O material será disponibilizado em plataformas digitais.  “Vão ter interações ao vivo e também atividades já gravadas e apenas postadas e comunicadas aos estudantes”, explica o subsecretário. “Mas tudo fica postado para o estudante assistir quando e quantas vezes quiser. Esse é um princípio do ensino a distância.”

A vendedora Josy Dias, de 35 anos, é mãe de 3 meninas, uma de 5, uma de 4 e a outra de 2 anos. E diz que a professora de suas filhas já está disponibilizando algumas atividades para retirar na escola mesmo. Josy ainda afirma que organiza suas filhas em casa como se elas fossem realmente para escola. “Eu coloco eles pra estudar todos os dias, no mesmo horário. E ainda mando colocarem o uniforme pra coisa ficar mais séria e funcionar.”

Para Maria de Nazaré, mãe de um adolescente de 16 anos, o importante é que o filho não perca o foco nos estudos. O menino frequenta a rede pública e ela acompanha a resolução dos exercícios passados pelos professores por meio de um grupo. Nazaré afirma que ele está conseguindo agilizar suas atividades. “O importante é ele não ficar sem conteúdo”, afirma.

 

Ana aprendendo as comandas da professora por aparelho celular.

Ana aprendendo as comandas da professora por aparelho celular

O que dizem os alunos?

A estudante Victória Paes, de 18 anos, tem usado o isolamento social para estudar conteúdos acumulados. Ela sonha cursar medicina. Quando não está assistindo as aulas online do cursinho, a jovem foca no aprofundamento de conteúdos, exercícios e resumos. “Eu tento sempre andar motivada, principalmente motivação pessoal, uma motivação interna que é justamente pensar nos meus sonhos, no meu objetivo que é passar em medicina.”

Mas Victoria não está sozinha, João Victor Almeida, de 16 anos, sonha em passar no Enem, ou na prova do Pas. E há um ano ele faz aulas de reforço de matemática e português para alcançar o objetivo da prova. Com o cancelamento do ano letivo e as propostas do Enem, João fazia aulas presenciais só que agora teve que mudar para o meio online. “Antes, as aulas de reforço eram presenciais. Porém, com a quarentena, passaram a ser virtuais”.

Quais as experiências dos professores

O modelo de ensino não presencial adotado durante a pandemia também é novo. “A experiência está sendo desafiadora. Tem hora que dá vontade de desistir, mas a gente não pode desistir, né?” . O desabafo é da professora Margarete Lima, de 50 anos. Ela dá aula de matemática para o 9ª ano do ensino fundamental e para estudantes dos três anos do ensino médio.

Margarete entende que a experiência também é desafiadora para os estudantes “principalmente porque eles precisam ter disciplina para assistir o conteúdo, fazer as tarefas e depois corrigir”. Ela conta que todos estão vivendo um processo de adaptação.

A pedagoga, Fernanda Nayara, de 30 anos, dá aula para o maternal da creche Cepi Caliandra da 312 em Samambaia Sul, e diz que toda semana, em seu Whatsapp chega toda a comanda da semana que deve ser passada para as crianças em videoaula que ela mesmo produz em casa para que seja a forma de acolhimento para seus alunos.

“O acolhimento é informação. As escolas devem organizar suas rotinas. Cada unidade deve ter uma dinâmica própria, mas é importante que os professores estabeleçam contato com seus estudantes, dentro do horário ou periodicidade estabelecida pela escola”, afirma Fernanda.

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