Economia

Após fechamento das lojas, comércios inovaram formas de vender online

Lojistas procuram um jeito de não ficar no prejuízo, atendendo eletronicamente e trabalhando com delivery

@rosebox

Devido a pandemia ocasionada pelo novo vírus causador da Covid-19, a economia no mundo tem sido afetada. Desde o começo de março, quando iniciou o isolamento social da população brasileira, a grande maioria dos comércios foram fechados. Perante a situação inesperada, os lojistas e os empresários  encontraram uma solução para não ficar no prejuízo. Passaram a oferecer seus produtos pela internet e o delivery passou a ser uma alternativa possível.

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) houve um aumento de 180% nas vendas online, sendo a venda maior nos segmentos de eletrodomésticos, cosméticos e moda. O crescimento do comércio digital mostrou aumento devido as mudança causada pelo vírus. Sem poder ir a shoppings ou comércios de rua, compradores estão retornando aos meios digitais.

A loja Saara, que oferece desde produtos de decoração até utensílios para casa e papelaria, fica localizada no Taguacenter, um dos pontos mais fortes de vendas no Distrito Federal. Ela teve suas portas fechadas por causa do coronavírus, por isso procurou outro meio de ganhar dinheiro, com as vendas pelo Whatsapp e entregas. Ainda que assustador, pode ser uma oportunidade para os lojistas se ajustarem ao comércio online, pois além de cumprir a demanda pontual, as vendas online podem passar a ser um canal de vendas eficaz para esses comerciantes.

@indonesiabertauhid

O que era uma loja física se tornou uma valiosa experiência virtual, declara Daniella Souza, proprietária da loja Saara. “Fizemos as vendas on-line por um período curto, somente enquanto a loja não estava aberta, agora que abriu, e com a equipe reduzida não continuamos, mas a experiência foi muito boa, e com certeza vamos continuar mas agora com o uso do site, e não pelo WhatsApp como eram feitas. Suprimos a falta de vendas no período de isolamento.”

A loja de decoração Cei Norte também viu as vendas online como uma alternativa. Mais um comércio de rua, que depende da movimentação de pessoas para conseguir vender os seus produtos, continua de portas fechadas como manda o decreto, apenas com atendimento on-line via site ou redes sociais. A marketing digital da loja, Juliana Pereira, 33 anos, explica. “Por ser o único canal de vendas, acho cedo pra falar, mas esse momento está servindo de muito aprendizado, mas com certeza faremos algo para melhorar ainda mais as vendas on-line.”

 Não podem dizer que teve um aumento nas vendas, pois esse meio não existia antes e era algo inalcançável. Mas o número de cliente que não conheciam as lojas fisicamente, passaram a conhecer por meio da internet.  Com isso gera um crescimento gradativo nas venda.

Uma visão futura

Com o fechamento inesperado dos comércios do DF, parte dos comerciantes não se atentaram a uma nova forma de vender os seus produtos. No meio dessa pandemia, comerciantes principalmente, lojistas de rua que dependem do movimento de pessoas para conseguir vender não se adaptaram aos recursos on-line.

No momento atual,  as vendas on-line e delivery vem se destacando e está sendo crucial nesse meio comercial. Seja em uma entrega de supermercado como a compra de um produto em lojas que normalmente só funcionam fisicamente. Incentivando as pessoas ficarem em casa, que independente do produto chegará até o cliente, evitando aglomeração.

Kleiber César, 27 anos, dono do estabelecimento Armarinho Piuí, localizado no Taguacenter, manteve as portas fechadas desde o ínicio do isolamento, cumprindo o decreto. Com isso teve um prejuízo alto nas vendas, pois o movimento maior de vendas foi antes da paralisação. Explica o empresário “Como nunca precisou de fato da loja on-line, pela física sempre suprir nossas metas, acabamos sendo pego de surpresa”.

Os principais benefícios de se ter uma loja online seja ela durante uma pandemia ou com uma visão futura, gera uma melhoria no atendimento com os clientes e a atenção. “Acredito que empresas on-line serão o foco no futuro. Funcionamento 24h da loja, comodidade para os clientes, uma visão melhor de entrada e saída completa da sua loja e o custo de manutenção menor que de uma loja física. A tecnologia tem estado presente em todo lugar, isso é fato, então o comércio eletrônico com certeza uma hora será dominante”, afirma Kleiber

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