Economia

Home office deve crescer 30% no país após coronavírus

Pandemia foi “empurrão” para empresas que pensavam em implementar o trabalho remoto, mas ainda não tinham experimentado ideia

Na luta contra o novo coronavírus, uma das medidas adotadas pela maioria das empresas foi aderir ao home office. A opção veio como solução para que serviços não parassem completamente e, segundo um estudo realizado pelo professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) André Miceli, 30% das empresas brasileiras devem manter esse modelo de trabalho após a pandemia.

A pesquisa foi feita com 100 empresas e mediu a intenção destas instituições continuarem com o trabalho remoto após o fim do isolamento social. “O home office já se mostrou efetivo. Aliado a isso, você tira carros da rua, desafoga o transporte público, mobiliza a economia de outra forma. E você faz com que as pessoas tenham mais tempo para cuidar da saúde delas e que elas possam usufruir de coisas que lhe dão prazer sem que você tenha uma redução das entregas e do faturamento”, afirma o professor.

Acompanhando um movimento de multinacionais como Google e Facebook, a XP Inc., uma das maiores instituições financeiras do país, anunciou a adoção do trabalho remoto para todos os funcionários até dezembro, independentemente da evolução da quarentena. Divulgou ainda a possibilidade de estender o home office de maneira permanente para alguns funcionários. Além disso, a empresa projeta a construção de uma sede em uma cidade próxima de São Paulo, nos moldes da Apple, em Cupertino.

Home office: trabalho remoto será mais comum após a pandemia — Foto: Pixabay

Home office: trabalho remoto será mais comum após a pandemia — Foto: Pixabay

A estudante e estagiária de jornalismo Luisa Barmell conta que trabalhar em casa foi desafiador, entretanto, essa nova forma de trabalho ajudou a melhorar o foco e a concentração nas demandas. “Como em casa a gente tem muita distração, eu aprendi a ignorar as coisas externas e realmente focar no que estou fazendo. Mas prefiro presencial, com certeza”, completa.

Para o especialista, o vírus antecipou diversas tendências digitais e a adoção emergencial do trabalho remoto foi a principal mudança nas relações de trabalho devido a pandemia e, com isso, as culturas organizacionais tendem a mudar. Para ele, a modalidade é um caminho sem volta.

Produtividade

Uma pesquisa realizada pelo Centro de Inovação (FGVin) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP), sobre o home office durante o isolamento social para conter a Covid-19, aponta que 56% dos entrevistados encontraram muita dificuldade ou dificuldade moderada em equilibrar as atividades profissionais e pessoais.

No entanto, para a estudante e estagiária de jornalismo Amanda Mateus Borges esse modelo de trabalho remoto auxiliou no aumento de produtividade. “A partir do momento em que foquei e me concentrei mais, acredito que a minha produtividade aumentou”, finaliza.

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