Cultura

O show tem que continuar

Setor de eventos se organiza independentemente para conseguir sobreviver e reivindicar ações de auxílio ao governo.

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Empresários, técnicos e produtores do mercado de eventos de Brasília se unem para conseguir sobreviver enquanto o segmento de eventos continua parado e sem apoio efetivo do governo.

Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae em abril de 2020 a pandemia do novo coronavírus afetou 98% dos empresários do mercado de eventos no Brasil e, mesmo assim, o governo ainda não abriu diálogo com a categoria para discutir quais serão as medidas que serão adotadas para auxiliar quem depende dos eventos para sobreviver e como será o retorno desse segmento.

Alguns movimentos independentes estão sendo primordiais para que as pessoas que vivem de eventos consigam sobreviver durante o período em que ainda é necessário o isolamento social para diminuir a propagação da Covid-19. Segundo Arthur Gomes, que trabalha com iluminação cênica há mais de 9 anos, os trabalhos sumiram assim que a pandemia foi decretada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). O iluminador relata que já estava contratado para 22 shows pelo Brasil para a turnê da banda norte americana Backstreet Boys. “Desde então não fiz nenhum evento”, lamenta. Mesmo tendo recebido o auxílio emergencial o profissional diz que está muito difícil sobreviver sem trabalho.

Movimentos independentes cobram providências do governo

No dia 25/08, durante a tarde, aconteceu na Esplanada dos Ministérios o primeiro ato do movimento batizado Luz aos Invisíveis, no qual os empresários, técnicos e produtores reivindicaram ações efetivas para a sobrevivência e um plano de retomada gradativo e seguro para o setor de eventos. Durante o ato foi entregue uma carta com as reivindicações para Rafael Prudente, Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Acesse as reivindicações pelo link: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2020/08/25/luz-aos-invisiveis-trabalhadores-da-industria-criativa-de-eventos-pedem-acoes-pela-sobrevivencia-do-setor-no-df.ghtml.

Arthur Gomes participando ativamente do movimento Luz aos invisíveis.

Arthur Gomes participando ativamente do movimento Luz aos Invisíveis

Coletivo Backstage Brasília

Logo no início da pandemia foi criado o coletivo Backstage Brasília com a intenção de mapear os trabalhadores da área técnica de eventos da cidade, gerar uma rede de apoio para arrecadação e entrega de alimentos e artigos de higiene para os mais necessitados do ramo e ainda capacitar esses profissionais para que, quando os eventos voltem a acontecer, eles possam ter mais chances de inserção no mercado.

“Conseguimos mapear mais de 500 trabalhadores da área técnica do DF que estão totalmente sem renda nesse momento. Como muitos não conseguiram acessar o auxílio emergencial tivemos que organizar uma rede de arrecadação e distribuição de alimentos para que essas pessoas consigam ter ao menos o que comer”, diz Renato Ravengar.

O mapeamento feito pelo coletivo apontou que 33,9% são técnicos de som, 17,3% técnicos de luz, 15,6% produtor técnico, 7,1% auxiliar de montagem, 9,8% roadies, 5,9% técnico de led, e 10,4% foram classificados como VJ, cenógrafo e outros. Sobre o local de residência a pesquisa mostrou que 80% das pessoas moram no entorno e apenas 20% em Brasília.

Para saber mais:

Pesquisa SEBRAE: https://m.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/entenda-o-impacto-da-pandemia-no-setor-de-eventos,424ba538c1be1710VgnVCM1000004c00210aRCRD

Coletivo Backstage Brasília: https://www.instagram.com/backstagebrasilia/

Movimento Luz aos Invisíveis: https://www.instagram.com/luzaosinvisiveisbsb/

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