Cidadania

Educação Precoce estimula inclusão social de alunos especiais

Programa que estimula alunos desde os primeiros dias de vida, já atende a mais de 3.000 estudantes da rede infantil pública e privada no DF.

Há mais de trinta anos funcionando no Distrito Federal, o programa Educação Precoce, atualmente atende cerca de 3.308 crianças desde o primeiro mês de vida até 3 anos de idade. O projeto é uma parceria com as redes pública e privada de ensino infantil e a rede de saúde e tem como principal intuito promover o desenvolvimento das crianças atendidas, ao mesmo tempo em que realiza a inclusão escolar e social. Além de estar assegurada pela lei Brasileira de Inclusão, popularmente conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015), ela trata sobre a acessibilidade, inclusão, trabalho e educação para todos.

Os médicos emitem relatórios individuais detalhando as necessidades de cada aluno e a partir dele a equipe escolar programa as atividades que serão realizadas com cada criança. O Centro de Ensino Infantil-CEI 01 é uma das 19 unidades que sediam o projeto. Segundo a diretora Raquel Mendes é notável a diferença das crianças que participam do projeto para a criança que não participou. “Fazemos um trabalho específico para cada aluno, eles chegam aqui e tem uma sala própria. Durante o processo de inclusão o professor vai levando essa criança às salas de aula regulares para que, aos poucos, ela possa perceber os outros e vá despertando a curiosidade dessa criança. No final do programa vemos que as diferenças entre as crianças que passaram pelo Precoce e as que ingressaram diretamente na sala de aula de ensino regular são significativas”.

O público-alvo são as crianças com deficiências físicas e/ou intelectuais, mas é disponibilizado suporte psicológico aos pais que fazem o acompanhamento das crianças, tendo em vista o bem-estar mental dos pais. Segundo a psicóloga Sandra Rodrigues, “ é importante que os responsáveis por cada ‘pequenino’ estejam bem mentalmente. E criança precisa do apoio deles e nós sabemos que são muitas as batalhas a enfrentar, e a maior é destruir a expectativas que havia de uma criança saudável e mostrar que cada avanço, por menor que seja, é uma vitória”.

Inclusão durante a pandemia

Imagem sobre inclusão social e escolar de crianças com diferentes etnias, limitações físicas e intelectuais.

Imagem sobre inclusão social e escolar de crianças com diferentes etnias, limitações físicas e intelectuais

Com a chegada da pandemia as escolas se adaptaram para o uso de aplicativos, dentre eles o de maior acessibilidade para os pais e que apresenta maior retorno para as instituições é o WhatsApp.” Nossa escola criou grupos direcionados para as turmas, no caso dos alunos da educação precoce é um pouco mais trabalhoso e minucioso o trabalho realizado. Cada professor faz, por exemplo, uma série de exercícios gravados em vídeo e encaminha aos pais, mas cada exercício é enviado no individual de cada aluno e não em grupos, visto que cada aluno aqui exige uma atenção diferente. É um trabalho direcionado para cada aluno e suas particularidades, assim podemos atendê-los melhor e diminuir os prejuízos do distanciamento”, afirma o professor Claudio Moreira.

De acordo com a mãe de Aline, 3 anos, Maria Borges os professores têm sido atenciosos com a aluna e pacientes com ela. “Eu recebo as atividades diariamente, estimulo minha filha a realizar, gravamos o vídeo e mando para o professor. Quando ele visualiza, logo me avisa se ficou bom se tenho de treinar mais vezes. Tem um ano que minha filha está na escola e a diferença que percebo nela é gratificante. Então, faço e repito os exercícios com ela no fim de semana.”

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