Cidades

Emprego informal: venda de máscaras de tecido gera renda para famílias do DF

Oportunidade de emprego informal surgiu com obrigatoriedade das máscaras em locais públicos

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, no segundo trimestre do ano, 12,8 milhões de pessoas estão desempregadas no Brasil. Em consequência do distanciamento social determinado como medida de segurança ao novo coronavírus, as famílias buscam por alternativas para manterem alimentos na mesa. O uso obrigatório das máscaras em locais públicos no Distrito Federal pelo Decreto 40.648/2020, em vigor desde maio, gerou renda para os ambulantes e desempregados que viram no decreto uma oportunidade de emprego informal.

Elas estão por todos os lugares, em bancas, lojas ou com os ambulantes. Além de oferecerem proteção contra o vírus, as máscaras se tornaram um acessório de expressão e moda. Seus valores vão de cinco reais podendo atingir até vinte e cinco e o lucro pode atingir até 60% do valor investido.  A costureira e ambulante Ester Sousa comenta que enxergou no equipamento de proteção uma oportunidade para completar a renda familiar. “Tenho de todos os tamanhos e estampas, sempre busco por novidades de estampas e assim tenho honrado minhas dívidas e não deixo faltar o pão na mesa. Em locais públicos, como bares e
pontos de ônibus, a procura pela máscara é bem maior”, afirma. As máscaras faciais se tornaram a principal fonte de renda da costureira durante a pandemia da Covid-19. Além de vender em locais públicos, Ester também trabalha sob encomenda, vendendo pelas redes sociais, como Facebook e WhatsApp.

O ambulante Marcos Maia, que está desempregado, encontrou na venda de máscaras a solução de seus problemas. “Trabalho fazendo bicos, faço de tudo um pouco, mas essa crise me deixou sem opções. Então, comecei a revender as máscaras de tecido; todos os dias saio de casa cedinho para vender. Ainda tem muita gente que esquece a máscara em casa, isso faz com que as vendas se mantenham”. Ele conclui usando um ditado popular: “Uma mão, lava a outra e as duas lavam o rosto”.

Uso de máscaras para proteção e expressão

Além de proteger contra a Covid-19, as máscaras se tornaram acessórios de moda. Eliete Fernandes, estudante de enfermagem, conta que sempre está em busca de novidades. “Já tenho uma gaveta quase cheia. Eu sei que é exagero, mas gosto de combiná-las com meu look e meu humor do dia. Eu não sei se com vocês acontece o mesmo, mas costumo compará-las com meias, nunca as encontro, então, é bom ter umas de reserva”, afirma.

O valor exorbitante cobrado pelas máscaras descartáveis fez com que a produção e venda das reutilizáveis aumentassem. “Entra em vigor aqui a lei de oferta e demanda; no primeiro momento as descartáveis eram a opção, porém, seu valor foi dobrado e em muitos lugares ficou inacessível para a população, que buscou outras alternativas. As máscaras de tecido alavancaram as vendas e aumentou a quantidade de pessoas trabalhando. É impossível sair de casa neste momento que estamos vivenciando e não encontrar um único ambulante trabalhando nesse novo ramo. Isso é nossa economia girando, vivemos de oportunidades e cabe a nós enxergar cada uma delas e investir”, conclui a economista Larissa Nepomucemo.

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