Saúde

Anorexia é a doença psiquiátrica que mais mata no mundo

O transtorno alimentar acomete mais mulheres do que homens; 10% dos jovens no Brasil sofrem com distúrbios alimentares

A anorexia é uma doença subestimada. Como uma doença psiquiátrica, não é uma das que mais recebe atenção, por competir com a depressão e a ansiedade. O que muitos não sabem é que é a que tem maior índice de mortalidade.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a anorexia tem taxa de mortalidade de 20% entre os diagnosticados. A doença acomete mais mulheres e em geral jovens adultos. Um estudo publicado na revista Jama Psychiatry concluiu que a doença tem uma taxa de mortalidade maior do que de outras doenças como esquizofrenia e pacientes com transtorno bipolar.

A ex anoréxica Maria Eduarda Campos conta que é uma doença da qual é muito fácil de perder o controle. “Eu fiquei muito tempo me sentindo insatisfeita com o meu corpo e decidi fazer uma dieta, parece que eu pisquei e estava pesando 40kg com 1,64 de altura.”

 

Muitos jovens que desenvolvem anorexia nervosa têm o transtorno dismórfico corporal.

Muitos jovens que desenvolvem anorexia nervosa têm o transtorno dismórfico corporal

Hoje em dia com as redes sociais, existe uma pressão muito maior para se encaixar em um determinado estereótipo ou padrão. A psicóloga Giovana Lima confirma o perigo das redes sociais no desencadeamento de transtornos alimentares. “Os ditos influencers muitas vezes não têm noção da força deles sobre os outros. Dietas restritivas que são mostradas nas redes sociais geralmente são acompanhadas por profissionais e são muito individuais.”

Anorexia e bulimia

Muitas pessoas têm dificuldade em diferenciar a anorexia da bulimia. O nutricionista Erick Silva explica que são doenças bem diferentes mas ambas requerem um tratamento interdisciplinar. “No caso da anorexia é necessário passar vitaminas que aumentem a leptina para o paciente ter vontade de se alimentar. Em um paciente bulímico, como ele tem vontade de comer, seria feita uma dieta mais equilibrada e vitaminas que aumentem a endorfina.”

Os transtornos alimentares devem ser levados a sério e tratados o mais rápido possível. “Me tratar foi a coisa mais difícil que eu já fiz na minha vida. É muito difícil aceitar que você está doente e aceitar é o primeiro passo para se tratar”, afima Maria Eduarda.

 

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