Cidadania

Mulheres unidas na linha de frente contra a violência de gênero

Conheça as iniciativas de mulheres que romperam com esse ciclo violento e hoje ajudam e inspiram outras vítimas

O dia 10 de outubro de 1980 foi o marco quando, cansadas do aumento no índice de crimes contra as mulheres pelo Brasil, inúmeras delas se reuniram nas escadas do Teatro Municipal, na cidade de São Paulo, como forma de protesto. Desde então já se passaram quarenta anos dessa data e ainda há um questionamento: realmente é válida a comemoração?

Muito mais do que um dia de luta, essa data é o símbolo de combate não somente a violência física mas também a todos os outros tipos de violência que uma parcela de mulheres sofre mas não tem conhecimento. Segundo a Lei Maria da Penha, sancionada em 2015 pela ex-presidenta Dilma Roussef, a agressão não se restringe somente a física, ela também pode ser psicológica, verbal, sexual, moral, patrimonial, entre outras.

Cristina Castro Lucas, idealizadora do Projeto Glória. Créditos: arquivo pessoal.

Cristina Castro Lucas, idealizadora do Projeto Glória | Créditos: arquivo pessoal

Foi pensando em coletar dados desse tipo de violência que atinge meninas e mulheres que a professora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB), Cristina Castro Lucas, desenvolveu no ano de 2018 o Projeto Glória, uma robô capaz de coletar, analisar e divulgar dados referentes às violências citadas anteriormente.

“A Glória ajudará a quebrar esse ciclo de disseminação de ódio contra o gênero feminino. Seus pilares fundamentais são: inteligência artificial, data analytics e blockchain. Cada um destes conta com o suporte de empresas referências na área”, descreve o site do Projeto Glória.

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A Robô Glória. Créditos: Instagram do Projeto Glória/ @eusouagloria

 

Adda Torres, moradora da cidade satélite de Ceilândia e sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, observou que a localidade apresentava e apresenta histórias parecidas com a que ela passou e foi a partir daí que nasceu a Ong Mulheres de Atitude, que já atendeu cerca de seis mil pessoas

O espaço da ONG ocupa apenas dois cómodos de uma casa que fica localizada no Condomínio Quintas dos Amarantes. Sem ajuda financeira do governo, Adda conta com apoio de colegas e voluntários que ajudam essas mulheres vítimas de violência com alimentos, advogados, acompanhamento psicológico, cursos de capacitação e outras demandas.

A professora do Instituto de Psicologia da UnB, Eliane Seidl, destaca a importância de uma rede de apoio para essas mulheres e sobre dia 10 de outubro por se tratar de um problema que não atinge somente a sociedade brasileira mas também outros países.

“São situações que levam a muito sofrimento, sofrimento psíquico e que deixam essas mulheres indefesas e sem condições de superação. As estratégias para lutar contra esse problema envolve políticas públicas como por exemplo, a criação da delegacia da mulher como espaço de acolhimento onde a vítima pode falar sem ser julgada e até mesmo as casas que acolhem mulheres, junto com seus filhos, que não tem para onde ir”, comenta Eliane.

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