Campos society do Guará estão abandonados e colocam em risco a população

A região administrativa conta com oito campos, sendo que apenas um está bem conservado

Joao Rapousa

Postado em 01/12/2021

Imagens campo QI 1 do Guara 1

Após quase dois anos de pandemia e com a vacinação avançando, as pessoas começam a procurar, com mais segurança, espaços públicos para praticar esporte e lazer. Situação complicada para quem gosta de frequentar os campos society do Guará, que estão sem condições de uso e pondo em risco a segurança dos moradores, devido à falta de manutenção e conservação.

O Guará 1 e 2 contam ao todo com oito campos de grama artificial. Quatro no Guará 1, na QI 1, QI 2, QE 18 e Colônia Agrícola Águas Claras. E quatro no Guará 2, na QE 15, QE 44, QE 38 e IAPI.

Dos 8 campos, o mais conservado é o campo da QE 38. Ele possui dimensões maiores e é zelado pela própria comunidade, que antes só contava com um campo de terra, e pela Associação Galáticos F. C., que dá aulas de futebol para crianças e adolescentes.

Os campos da QI 18 e QE 42 vem logo em seguida com o melhor estado de conservação, mas com ressalvas. O tapete apresenta rasgos, as grades estão com buracos e alguns bancos depredados. A situação só não está pior devido a manutenção feita pelos frequentadores.

A escolinha Bom de Bola utiliza os campos da QI 18 e QE 42 para fazer seus treinamentos. O professor Edi Carlos Monteiro relata que remenda sempre que pode o gramado. “Sempre consigo com amigos que tem campo sintético particular, peço a eles gramas que não estão utilizando. Eu mesmo busco”.

Professor Edi Carlos remendando o campo da QI 2 com gramas doadas – Créditos Edi Carlos Monteiro dos Santos

Hesnard Soares, que organiza um grupo de futebol Lycans F.C todas as segundas no campo da QE 42, reclama do abandono do local. “O abandono, a falta de manutenção, grama sintética destruídas, muitos pedaços faltando, enormes falhas, grande número de buracos devido sucateamento e abandono. Hoje em dia, por falta de sinalização, até os animais domésticos ficam por ali defecando dentro do campo.”

A situação do gramado, além de prejudicar a qualidade do lazer, já machucou os participantes. “Praticamente todos os dias alguém cai e se machuca. Pela grama sintética ser velha com muita areia e brita dos buracos, só o fato de cair já se arranha todo. Os alambrados estão todos furados, alguns colegas já cortaram as mãos, e faz com que fura as bolas também. Alguns colegas já tiveram lesões mais graves como entorse, rompimento do ligamento do tornozelo”, relata Hesnard.

Grupo de futebol Lycans F.C, que joga futebol todas as segundas no campo da QE 42 – Créditos Hesnard Soares

Os demais campos encontram-se sem condições de jogo, faltando rede, parte da grama e com buracos fundos. A Administração do Guará, responsável pela manutenção dos espaços, informou que realizou vistoria técnica nos campos sintéticos da cidade, e identificou as necessidades de cada local. O órgão ainda acrescenta que após o levantamento deu início à captação de recursos para a execução das reformas.