Usuários do Parque da Cidade sugerem melhorias

Apesar do investimento de cerca de R$ 26,2 milhões em 2024, frequentadores reclamam da falta de cuidado com as pistas de skate, quadras de tênis e parquinhos infantis

Maximus José Lavers Hernández

Postado em 02/04/2025

Busto D. Sarah Kubitschek, que dá nome ao parque

O Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek, localizado em Brasília, é o maior parque urbano do mundo, com 420 hectares. Projetado por Lúcio Costa, possui áreas próprias para a prática dos mais variados esportes. Além disso, oferece estrutura para eventos culturais.

Apesar das reformas, como a das churrasqueiras no final do ano passado, e recentemente a liberação de R$ 9 milhões para a reabertura da Piscina de Ondas, alguns frequentadores apontam melhorias que poderiam ser feitas.

O professor de ioga Emmanuel Fonseca Filho, 63 anos, frequenta o parque desde os 17. Ele corre na segunda, quarta e sexta e anda de bicicleta terça, quinta e sábado. “Tenho amigos do parque que conheço há 40 anos; a gente se encontra, faz uma corrida, anda de bicicleta e depois toma um coco.”

Ele destaca a equipe de limpeza que, segundo ele, faz um excelente trabalho. “O problema dos banheiros é a administração do parque conseguir manter em bom estado o que foi reformado.”

Já em relação aos eventos, Emmanuel tem algumas restrições. Os organizadores de um evento que aconteceu próximo à Praça do Bambu demoraram quatro meses para retirar a estrutura metálica. “Ela estava na água e depois ficou do lado de fora do lago. O produtor prometeu que iria fazer uma revitalização da praça, mas nada foi feito, os tijolos estão lá até hoje, apesar dele ter dito na televisão que iria retirar tudo”.

O operador de estacionamento Lucas Rocha sente falta de mais pontos de bebedouros. “São dez quilômetros na pista de corrida do parque, tem momentos que falta hidratação para quem corre na pista. É normal vermos algum bebedouro quebrado ou com defeito, mas eu acredito que alguns devem ter sido danificados pelas pessoas mesmo. Penso que deveria ser feito uma ação de conscientização para a população”, sugere.

Já nas quadras de vôlei, falta estrutura mais adequada para a prática do esporte. Wallace Gonçalves de Jesus, recepcionista de academia, tem que trazer e instalar a própria rede para jogar com os amigos no sábado à tarde. “Além de trazermos a rede, as luzes de noite não funcionam. Depois das cinco e meia você não enxerga mais nada, as traves estão tortas, saindo de maneira fácil do lugar, balança muito e acaba não dando jogo. Dependendo do dia tem cocô de cachorro na areia e xixi de gato”, reclama.

Quadra de vôlei

No estacionamento quatro, perto do Restaurante do Gibão, uma pista de skate e patins chama a atenção, mas não pelos melhores motivos. Um grupo de jovens, entre eles um casal que utiliza a pista para praticar esportes, percebem a falta que faz uma revitalização. “Essa parte do parque fica mais isolada da entrada principal, o que faz eu pensar que esse seja o motivo pela falta de atenção”, diz Nicole Rocha. Seu namorado, Carlos Luís aponta os problemas. “Aqui falta muita coisa; tem desnível, a pista não é limpa da maneira correta, o banheiro é ruim, e aqui de noite falta segurança.”

Não muito longe da pista, o clássico Parquinho Forte, tem escorregadores enferrujados e oferece um verdadeiro perigo às crianças que ali brincam. Além da necessidade de uma reforma, é possível encontrar camisinhas usadas na parte de trás do espaço.

Parquinho Forte

Academia ao ar livre Mude/Evolve

A Administração do Parque da Cidade responde à Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal. Em 2024, o foco foi em reformas de diversas áreas, desde acessibilidade e segurança às churrasqueiras, banheiros e ciclovias. Para 2025, há a previsão de reformas nas calçadas e investimentos na reconstrução da Piscina de Ondas, que será realizada pela empresa Engemil.