Mercado de livros digitais cresce desde o período pandêmico

Com a lojas fechadas no início da pandemia, as editoras cresceram 43% nas vendas de livros digitais

Giovana Ferreira

Postado em 23/11/2021

Com a era da internet dominando as últimas décadas, os formatos digitais ganham gradativamente mais espaço, principalmente no mundo literário. Em uma pesquisa feita pela Nielsen Books, em parceria com a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), mostrou que houve um crescimento de 43% das editoras nas vendas de conteúdos digitais. 

Segundo o presidente da Snel, Marcos da Veiga, o contexto pandêmico contribuiu de forma expressiva para este índice. Para compensar as vendas perdidas devido ao fechamento das lojas, nasceu um movimento para gerar promoções neste tipo de formato incentivando a compra de livros digitais. “Se você consegue colocar em movimento o hábito de leitura e usa as promoções para isso, tem um efeito positivo contínuo”, disse.

Para muitos o formato de livros digitais, chamados e-books, permitiu uma maior praticidade além de serem mais acessíveis. Para a influenciadora literária Carolina Mazzoni, de 23 anos, essa nova possibilidade contribuiu para seu hábito de leitura, justamente devido aos altos preços dos livros físicos que a desanimavam. “No meu Instagram, percebo muitas pessoas dizendo que preferem o e-book, justamente pela praticidade e da diversidade de obras”, afirma.

 A influenciadora de livros Carolina Mazzoni comenta sobre a quantidade de pessoas que afirmaram em seu Instagram que preferem livros no formato digital | Crédito: Carolina Mazzoni

Chegada do digital 

Com o lançamento do “Kindle”, dispositivo criado especificamente para leitura, diversas pessoas passaram a ver o e-book como uma opção. A facilidade de desfrutar de qualquer livro a todo momento, diminui a necessidade de acumular livros físicos na estante, é o que diz Maria Gonçalves, de 24 anos.  

Para os amantes do livro físico o processo de adaptação para o digital foi um desafio. Maria Gonçalves também comenta sobre sua dificuldade inicial de ler os e-books, “Eu odiava ler nesse formato antes do kindle, porque não gostava de ler no celular. Achava ruim a letra pequena e tudo mais. Mas depois do dispositivo eu leio em e-book até os que eu tenho em formato físico” disse.  O mesmo foi o relato de Júlia Fiorentino, de 20 anos, que comenta que antes do lançamento do leitor, não conseguia ler pelo celular por ser desconfortável.

Apesar dos diversos benefícios dos livros digitais, ainda existem pessoas que não abrem mão do formato físico.  Para Giovanna de Freitas, de 20 anos, a experiência que os livros impressos proporcionam é única. “Eu gosto da experiência de ter o livro em mãos e poder sentir o cheiro de livro novo”, disse.