Parque do Riacho Fundo I acolhe grupo de escoteiros

O escotismo é mais que um movimento, é estilo de vida, defende o presidente do grupo Azimute 77, Hudson Freitas

Kaillane de Sousa

Postado em 31/03/2025

Entrada do Parque ecológico do Riacho Fundo I. Foto por: Kaillane de Sousa

Localizado no Parque do Riacho Fundo I, o grupo escoteiro Azimute 77 utiliza os sábados para promover diferentes atividades para os jovens, com o objetivo de educá-los e transformá-los em cidadãos responsáveis e conscientes. São realizadas ações que, passo a passo, buscam impactar o meio ambiente, como filtros feitos com material reciclável, abrigos naturais, plantio de árvores e limpeza de lagos.

O escotismo está sempre em harmonia com a natureza e tem como pilares a conservação e a conscientização para um mundo melhor e mais sustentável. No entanto, o movimento vai além da vida ao ar livre, ensinando respeito pelas diferenças no convívio com outras pessoas, independente de idade, gênero ou neuro divergências. “O escotismo me ensinou a ser persistente, organizada, planejadora e estrategista. Me trouxe uma visão de viver um propósito educativo e desafiador, onde tudo é possível dentro do seu esforço e da sua entrega”, afirma a chefe escoteira Amanda Costa Nunes, de 32 anos.

O presidente do grupo, Hudson Freitas da Nóbrega, 30 anos, defende o escotismo como muito mais que um movimento: é um estilo de vida. O grupo orienta os jovens a tomarem iniciativas e praticarem boas ações continuamente, pois eles são o futuro. “Essas atividades são importantes porque quando um jovem se conscientiza dos problemas existentes no mundo ele vê um córrego cheio de poluentes e garrafas PET e busca maneiras de preservá-lo”, acrescenta.

A Hora do Planeta é uma atividade promovida mundialmente todos os anos, que propõe passar uma hora sem utilizar energia elétrica. Essa ação visa não só preservar as fontes de energia não renováveis, mas também conscientizar e incentivar as pessoas sobre a importância da economia de energia.

Após seis anos participando do movimento e de atividades como a Hora do Planeta, Jenny Souza Oliveira, 19 anos, compartilha sua opinião sobre a ação. “A Hora do Planeta é, além de tudo, um momento de reflexão, com o seu ‘eu’ e o mundo ao seu redor. Não é simplesmente apagar as luzes, é se conectar, com as luzes desligadas, às ações que você toma diariamente para tornar o mundo um lugar melhor e encontrar maneiras de transformá-lo”, diz a jovem.

Escoteiros fazendo uma trilha para a atividade. Foto por: Kaillane de Sousa

O movimento busca conscientizar os jovens por meio das atividades, para que eles pratiquem esse conhecimento no dia a dia e o compartilhem com aqueles ao seu redor. Um exemplo disso é Cleber Francisco de Souza, de 32 anos, pai de uma lobinha que se tornou chefe do grupo. Ele destaca o escotismo como um método fundamental na educação de crianças, após observar o desenvolvimento de sua filha em casa. “Ela aprendeu a ser amiga da natureza, das plantas e dos animais, e a se socializar melhor com os seus iguais”, relata o pai.

O escotismo possui quatro ramos com o objetivo de adaptar as atividades de acordo com a faixa etária dos jovens. São eles: Lobinho (para jovens entre 6 e 10 anos), Ramo Escoteiro (entre 10 e 14 anos), Ramo Sênior (entre 14 e 18 anos) e Ramo Pioneiro (entre 18 e 22 anos). Com três filhos envolvidos ativamente nas atividades do movimento escoteiro, cada um em seu próprio ramo, Edineia da Silva Oliveira, de 42 anos, aponta o escotismo como agente de mudanças na vida dos filhos. “Percebo as ações em pequenos gestos, como guardar um papel no bolso em vez de jogá-lo no chão. Além dos ensinamentos que transmitimos em casa, o escotismo complementa essa educação de forma muito significativa. Fico muito feliz em ver meus filhos engajados nessas atividades, sempre conscientes da importância da preservação ambiental”, completa a mãe.

O escotismo preza pelo bem estar e o desenvolvimento pessoal de cada jovem, de formas únicas e singulares, independente do tempo que demore. “As atividades são importantíssimas para a noção de cuidado, respeito e equilíbrio, mas é preciso tempo para desenvolver essas habilidades”, diz Reynaldo Monteiro, pai do lobinho Artur, que entrou recentemente no grupo escoteiro.

Baden-Powell, criador do escotismo na Inglaterra, uma vez disse: “Deixe o mundo um pouco melhor do que o encontrou”. Hoje, uniformizados e com seus lenços nos pescoços, escoteiros de todo o mundo adotam essa frase como um princípio fundamental ao iniciar cada projeto em prol do cuidado e do respeito com o meio ambiente e o planeta.

Jovens do grupo escoteiro Azimute 77 uniformizados e com seus lenços, saudando a bandeira. Foto por: Kailllane de Sousa