Basquete brasiliense busca protagonismo após anos de insucesso
Após anos em ostracismo, Brasília e Cerrado buscam acabar com tempos nebulosos do basquete local.
Postado em 24/03/2025
Brasília Basquete e Cerrado Basquete prometem colocar o DF de volta no topo do basquete nacional em 2025, posto que não ocupam há mais de uma década, quando o antigo Lobos Brasília conquistou a liga nacional em 2012.
Atualmente disputando categorias diferentes, NBB e LBF, ligas nacionais masculina e feminina, respectivamente, ambas as equipes possuem times competitivos, e seu foco é claro: colocar o DF novamente no topo.
Para o jornalista Rener Lopes, amplo conhecedor do esporte brasiliense, e que já trabalhou tanto no Brasília, quanto no Cerrado, todo esse cenário do basquetebol brasiliense ficou mais claro.

Rener confirma que o ostracismo que o basquete enfrenta é muito fruto de uma falta de incentivo. Um exemplo dado por ele é a situação do campeonato estadual de basquete, composto por inúmeras equipes amadoras, que dificilmente conseguem se classificar para ligas inferiores do basquetebol nacional, como é o caso da Liga Ouro, liga de qualificação para o NBB.
Fruto deste ostracismo também está o Brasília Basquete, que passou muitos e muitos anos estagnado, brigando para conseguir poucas vitórias no NBB. Porém conseguiu se estruturar e, hoje, não à toa, ocupa a terceira colocação da liga nacional, com grandes chances de ir aos playoffs.
Rener também compartilhou um pouco da sua experiência dentro dos clubes. Quando trabalhou no Brasília Basquete, disse que era perceptível o investimento recebido pelo clube, tendo uma estrutura invejável para o DF, com academia, fisioterapia, deixando os jogadores bem preparados.
Já quando esteve no Cerrado, em uma época de vacas magras do clube, que ainda fazia parte da Liga Ouro, Rener evidenciou a diferença de estrutura, com tudo sendo na base do “conta gotas”, como afirmou o próprio, fruto de uma falta de investimento que é padrão no basquete brasiliense. Porém, mesmo assim, o clube conseguiu se reinventar e, posteriormente, chegar ao NBB, embora hoje não figure na competição.
Quanto ao futuro
Rener acredita que o futuro é positivo. Falando do Brasília Basquete, o comunicador acredita que a diretoria montou um time competitivo, conseguindo ajeitar a instituição naquele período de ostracismo, e, a partir de agora, “é daqui para mais”, com o time tendo condições, inclusive, de ser campeão do NBB 24/25 e perpetuar o bom momento.
Já quanto ao Cerrado Basquete, Rener acredita que foi montado um time muito promissor para a liga feminina, que naturalmente ainda vai ter dificuldades por ser a primeira experiência do time nessa categoria. Segundo o comunicador, a equipe tem chances de, no futuro, estar no mesmo patamar que o Brasília Basquete, porém no basquetebol feminino.
Ainda sobre o Cerrado Basquete e sua decisão de disputar a LBF, João Gilberto Silva Teixeira, um torcedor fanático do clube, contou um pouco da sua relação com a instituição e falou o que achou da mudança de categoria.

João, que acompanha o time desde 2020 e ia a praticamente todos os jogos, contou que ficou, sim, triste com a decisão de abandonar o NBB, mas também diz que compreende a situação, afinal é complicado manter clubes no Brasil. Mas apesar disso, também afirma que não faltará apoio ao time feminino neste ano de 2025.
O torcedor também complementa, falando que possui uma boa expectativa de retorno do Cerrado ao NBB no futuro, e que o time faça aquilo que o Brasília Basquete conseguiu realizar, que é ser competitivo e disputar para ganhar, mas entende que, para isso acontecer, é necessário que um bom patrocínio apareça, e finaliza dizendo: “apoio nunca faltará!”.
Quando houve tentativa de contato, via assessoria de imprensa, com os times citados na matéria, Brasília Basquete e Cerrado Basquete, para saber seu posicionamento quanto às expectativas das equipes para esta temporada, não se obteve nenhuma resposta.