Mulheres negras buscam independência e tornam-se empreendedoras através de ofício milenar
Da rota de fuga a independência financeira, trancistas sustentam lares e movem a economia invisibilizada pela falta de políticas públicas e crédito.
Postado em 06/06/2026
Documentário produzido por: Amanda Ferreira, Ana Maria Rayol e Matheus Araújo Marques dos Santos
As trancistas no Distrito Federal carregam em si o conhecimento ancestral herdado de outras mulheres há 3.500 a.C. Inteligentemente, essa tecnologia se adaptou a cada desafio histórico apresentado ao povo negro. Hoje, meninas e mulheres negras buscam independência e tornam-se empreendedoras através do ofício milenar, mas foi apenas em junho de 2025 que a profissão começou a constar oficialmente na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).
O reconhecimento tardio também é demonstrado pelo raso aprofundamento de pesquisas e dados sobre a profissão de trancistas, gerando consequências como a dificuldade de acesso a créditos, políticas públicas que entendam as individualidades dessa profissão e possam garantir uma carreira mais longeva e saudável. Mesmo com pouco apoio, as trancistas seguem trabalhando em sonhos abastecidos pelos esforços de suas próprias mãos, reconstruindo autoestima, sustentando suas casas e gerando empregos. Segundo o Sebrae, mulheres negras movimentam R$700 bilhões em negócios anuais.
Vídeo documentário https://drive.google.com/file/d/1Pr0Tg-36LJK9H1pKDJDQE1NZ_1fEC24O/view?usp=sharing
